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A Nova Planta e as petições catalãs à realeza após a Guerra de Sucessão na Espanha (1716-1766): ofícios públicos e privilégios territoriais

Processo: 20/05145-0
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de setembro de 2020
Vigência (Término): 30 de novembro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História Moderna e Contemporânea
Pesquisador responsável:Iris Kantor
Beneficiário:Alberto Airton Amendola Gandolfo
Instituição Sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):História ibérica   História da Espanha   História moderna   Administração pública   Petição   Guerra Civil Espanhola   Pesquisa histórica
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Administração Bourbon na Catalunha | consequências da Guerra de Sucessão espanhola | Nova Planta de Felipe V | Petições e representações à monarquia | História Ibérica

Resumo

A pesquisa tem como objetivo estudar o enquadramento da administração pública na Catalunha setecentista, iniciada no reinado de Felipe V (1700-1746), em especial as suas repercussões no corpo político local, a partir das manifestações de insatisfação documentadas da época. Nosso principal pano de fundo é o processo de centralização que se desenvolve na Espanha do século XVIII, sobretudo no que se refere à conjuntura pós Guerra de Sucessão espanhola (1701-1714) e instauração dos decretos reais da Nueva Planta. Acerca das consequências aos catalães, o decreto promulgado em 1716 extinguiu os fueros, diversas instituições políticas e quase a totalidade das legislações próprias da região. Destacamos entre elas o fim da exclusividade de ocupação dos ofícios públicos locais por catalães, ação que possibilitou a entrada de funcionários nascidos em outros domínios espanhóis para cargos nas instituições administrativas, legislativas e eclesiásticas do antigo Principado. As fontes selecionadas para a realização deste estudo serão dois apelos à monarquia, um ao rei britânico Jorge II de 1736 e um ao rei espanhol Carlos III de 1760, por parte de grupos insatisfeitos com aquela conjuntura. Trabalharemos ainda com um panfleto político de oposição aos Bourbon difundido em Barcelona por volta de 1734 e com o próprio decreto da Nueva Planta catalã (1716). Essa documentação, amparada pelo balanço bibliográfico levantado, nos permitirá explorar as manifestações contrárias à política da nova dinastia espanhola na Catalunha, em um século tradicionalmente retratado na historiografia como de pouca atividade política na região. Dessa maneira, nosso recorte temporal começa com a promulgação do decreto em 1716 por Felipe V, indo até as reformas municipais de 1766, consideradas como um evento pivô para a crise dos grêmios em Barcelona (1773-1775) e a subsequente restauração da Nueva Planta em 1775. (AU)

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