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Nanofibras de PHBV contendo óleo de Melaleuca por eletrofiação: uma nova geração de biomateriais antimicrobianos

Processo: 20/04455-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de novembro de 2020
Vigência (Término): 31 de outubro de 2021
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia de Materiais e Metalúrgica - Materiais Não-metálicos
Pesquisador responsável:Eliandra de Sousa Trichês
Beneficiário:Samara Domingues Vera
Instituição-sede: Instituto de Ciência e Tecnologia (ICT). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São José dos Campos. São José dos Campos , SP, Brasil
Assunto(s):Engenharia tecidual   Morbidade hospitalar   Anti-infecciosos   Resistência mecânica   Diferenciação celular   Óleos essenciais   Melaleuca   Biomateriais   Eletrofiação   Nanofibras

Resumo

A morbidade hospitalar em decorrência de lesões cutâneas, em especial as queimaduras, é considerada um grave problema de saúde pública. Diante disso, a engenharia tecidual tem desenvolvido enxertos sintéticos capazes de promover o crescimento celular acelerado, diminuir o risco de infecções e rejeições, além de garantir um maior grau de conforto aos pacientes em recuperação. Dentre os diferentes tipos de produção desses enxertos, as nanofibras se destacam por possuírem grande similaridade com a nanoarquitetura da matriz extracelular (MEC) do corpo humano. As nanofibras são geralmente produzidas pela técnica de eletrofiação, que por meio do ajuste de seus diversos parâmetros de processamento é possível produzir nanofibras com propriedades específicas e essenciais à essa aplicação, como porosidade, tamanho dos poros e tamanho das fibras. Os enxertos compostos de nanofibras do biopolímeronatural poli(3-hidorxibutirato-co-3-hidroxivalerato) (PHBV) contém características que se sobressaem em relação à outros polímeros naturais e até mesmo os sintéticos, como a propriedade de barreira ao oxigênio, alta viscosidade no estado líquido, aspecto este favorável no processo de eletrofiação, e propriedade piezoelétrica, que colabora para o processo de migração, proliferação e diferenciação celular como consequência dos sinais elétricos gerados por aplicação de tensão local. No entanto, embora possua características determinantes na aplicação na engenharia tecidual, o PHBV é considerado um polímero rígido e bastante quebradiço, podendo influenciar na sua resistência mecânica. Visto isso, uma solução para esta limitação pode estar na incorporação de extrato vegetal às nanofibras de PHBV. Usualmente, esses extratos vegetais são óleos que conferem um aumento da plasticidade polimérica, além de proporcionar suas propriedades intrínsecas para acelerar o processo de regeneração e cicatrização do tecido cutâneo; a exemplo de atividade antimicrobiana, anti-inflamatória e capacidade cicatrizante. Dentre uma grande variedade de óleos, o óleo de melaleuca é muito promissor para ser incorporado às nanofibras de PHBV, visto que possui todas estas propriedades intrínsecas primordiais para o desenvolvimento de um enxerto sintético de propriedades otimizadas para o tratamento de feridas do tecido cutâneo. Portanto, diante desse contexto, o principal objetivo deste trabalho é a produção de nanofibras de PHBV contendo óleo de melaleuca por meio do processo de eletrofiação, gerando um estudo inédito e inovador na área de biomateriais para a engenharia tecidual.