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Celulose bacteriana/gelatina como plataforma biopolimérica para aplicação em cultivo celular

Processo: 20/05163-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de agosto de 2020
Vigência (Término): 31 de julho de 2021
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Química - Química Orgânica
Pesquisador responsável:Hernane da Silva Barud
Beneficiário:Nayara Cavichiolli do Amaral
Instituição-sede: Universidade de Araraquara (UNIARA). Associação São Bento de Ensino. Araraquara , SP, Brasil
Assunto(s):Química de materiais   Engenharia tecidual   Cultura de células   Tecidos suporte   Criopreservação   Celulose bacteriana   Gelatina   Proliferação celular   Propriedades térmicas   Técnicas in vitro

Resumo

O papel, uma das invenções mais antigas e mais usadas da história, apresenta diversas aplicações, como suporte para a escrita, embalagens e cédulas. Recentemente o papel ganhou uma nova aplicação relacionada à área médica e farmacêutica: ele tem sido utilizado como plataforma para cultivo celular na investigação de respostas celulares frente a administração de fármacos ou patologias, como scaffold na engenharia tecidual e na criopreservação. A celulose bacteriana (CB), enquanto um nanopaper, se apresenta como uma plataforma promissora de cultivo celular, uma vez que a disposição aleatória de suas nanofibras faz com que o material se assemelhe à matriz extracelular. Além deste material se dispor de inúmeras características diferenciadas como biocompatibilidade, alta cristalinidade e atoxicidade. No entanto, a CB, por apresentar superfície quimicamente inerte, não se apresenta como uma superfície com boa adesão celular, necessitando de modificação em sua superfície a fim que a interação célula-CB seja melhorada. A gelatina, um polipeptídio derivado da desnaturação do colágeno, permite boa adesão e proliferação celular sobre sua superfície, além de ser biocompatível e atóxica. Neste sentido, o presente estudo visa modificar a superfície da celulose bacteriana com diferentes concentrações de gelatina e avaliar a influência dos agentes retiulantes genipina, glicose, proantocianidina e radiação ultravioleta na adesão e proliferação celular sobre a superfície da CB. As membranas funcionalizadas serão caracterizadas quanto a aspectos estruturais, a morfologia será avaliada por microscopias, as propriedades térmicas serão avaliadas; será realizada medidas de ângulo de contato afim de averiguar a molhabilidade da superfície. A viabilidade celular será feita via ensaio do MTT e a avaliação quanto a adesão de células sobre os materiais produzidos será feita por ensaios in vitro de adesão e proliferação celular nos períodos de 24 e 48 horas. (AU)