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Cocristais multicomponentes de Anti-Inflamatórios Não Esteróides (AINEs) e Inibidores de Bomba de Prótons (IBPs): desenvolvimento, caracterização e avaliação biológica in vitro e in vivo

Processo: 18/23357-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2020
Vigência (Término): 31 de agosto de 2022
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia de Materiais e Metalúrgica - Materiais Não-metálicos
Pesquisador responsável:Marlus Chorilli
Beneficiário:André Luiz Carneiro Soares do Nascimento
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:14/50928-2 - INCT 2014: Nanotecnologia Farmacêutica: uma abordagem transdisciplinar, AP.TEM
Assunto(s):Engenharia de materiais   Anti-inflamatórios não esteroides

Resumo

O desenvolvimento de um insumo farmacêutico ativo (IFA) é dividido em diversas etapas e dura em média doze anos. Estimasse que apenas 0,005% das novas moléculas com atividade terapêutica chegam a serem testadas em humanos, e para comercialização esse fator diminui drasticamente. Por isso, a busca por novas modificações envolvendo os IFAs que já estão no mercado, como a obtenção de cocristais, se faz tão importante, visto que a modificação das propriedades físico-químicas são estratégias que trazem benefícios que vão além do aumento na biodisponibilidade, e apresentam um custo relativamente baixo. Os cocristais conquistaram um grande interesse da indústria farmacêutica devido às suas melhorias na solubilidade, bem como na diminuição das tendências a sofrerem transformações de fase. O sucesso clínico de alguns híbridos terapêuticos IFA-IFA, como no caso do celoxibe-tramadol, deixaram os cocristais multicomponentes em ênfase no âmbito mundial. Essa abordagem pode conferir um maior desempenho farmacológico e farmacotécnico, resultando em potenciais vantagens devido a efeitos aditivos e/ou sinérgicos. Segundo o Sistema de Classificação Biofarmacêutica (BCS), anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) são fármacos de classe II, que possuem baixa solubilidade aquosa e atuam inibindo as enzimas ciclo-oxigenase (COX), responsáveis por mediar processos inflamatórios. Contudo, na terapia com AINEs não seletivos, esses fármacos também inibem processos normais da homeostase e por isso provocam uma série de efeitos colaterais, causando desconforto abdominal, náuseas e outros sintomas gastrointestinais. Os inibidores de bomba de prótons (IBPs), como o omeprazol, possuem meia-vida sérica extremamente curta (1-2 horas), atuam reduzindo a produção de ácido gástrico, inibindo a enzima H+/K+ ATPase encontrada nas células parietais do estomago e têm sido base de terapia em diversos transtornos relacionados ao trato gastrointestinal. Neste cenário, este projeto de pesquisa tem o intuito de desenvolver, caracterizar e avaliar biologicamente, empregando ensaios in vitro e in vivo, cocristais multicomponentes (IFA-IFA) de AINEs não seletivos e IBPs. Além de fatores ligados a propriedade intelectual, esses cocristais trarão consigo inúmeras vantagens frente aos fármacos isolados, possibilitando a formação de APIs termodinamicamente estáveis. Espera-se que as propriedades farmacológicas de ambos sejam mantidas, onde essa nova entidade terapêutica possa minimizar os sintomas gastrointestinais causados pela terapia com AINEs. (AU)