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Desenvolvimento de um fotolarvicida à base de microcápsulas de curcumina para o controle de larvas do Aedes aegypti

Processo: 20/10779-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE  
Vigência (Início): 01 de agosto de 2020
Vigência (Término): 30 de abril de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Saúde Pública
Pesquisador responsável:Larissa Marila de Souza
Beneficiário:Larissa Marila de Souza
Empresa:PDT Pharma Indústria e Comércio de Produtos Farmacêuticos Ltda. - EPP
CNAE: Atividades de apoio à gestão de saúde
Vinculado ao auxílio:19/23042-7 - Desenvolvimento de um fotolarvicida à base de microcápsulas de curcumina para o controle de larvas do Aedes aegypti, AP.PIPE
Assunto(s):Controle de vetores   Larvas   Aedes aegypti   Larvicidas   Fármacos fotossensibilizantes   Curcumina   Inativação fotodinâmica

Resumo

O vetor Aedes aegypti é o principal responsável pela transmissão de doenças graves como a Febre Zika, Dengue, Febre Amarela e Chikungunya. Em 2015, o Brasil sofreu com o aumento de quinze vezes no número de casos de microcefalia em recém-nascidos, todos relacionados com a transmissão materno-fetal do Zika Vírus. Desde o início da presença do vírus em território Brasileiro (março de 2015), o Ministério da Saúde notificou cerca de 2.975 casos suspeitos de microcefalia relacionado ao Vírus Zika. Em 2016, os casos suspeitos de Febre Zika ultrapassaram 100.000, com taxa de incidência de 67,6 casos/100 mil habitantes. O uso contínuo de inseticidas químicos, como os carbamatos, piretróides e organofosforados, acabou gerando populações resistentes do mosquito, tornando-se ineficaz o controle através deste método. É sabido que, uma ação conjunta da população com orientações para evitar a formação de criadouros associado ao uso de inseticidas é o caminho para controlar surtos epidemiológicos em todo território nacional. A curcumina (um pigmento curcuminóide natural extraido da raiz de Curcuma longa L.), é um forte aliado ao controle integrado do vetor Ae. aegypti. Além de possuir alta atividade in natura, quando associada à qualquer fonte de luz, pode potencializar suas propriedades larvicida. A combinação de um pigmento, luz e oxigênio molecular resulta na oxidação de vários componentes celulares, ocasionando a morte das larvas. Na literatura científica, esse fenômeno é conhecido como "inativação fotodinâmica" (do inglês photodynamic inactivation). Essa tecnica possui uma abordagem eco-friendly por não causar danos socioambientais em comparação aos produtos convencionais aplicados atualmente contra esses vetores. A medida que o pigmento, neste caso a curcumina, é ativada por luz ela é consumida de forma que não deixa resíduos tóxicos no ambiente. Outra caracteristica favorável é que na ausencia de luz, a molécula é totalmente segura e pouco ativa, podendo ser ingerida em até 12 gramas/dia. Com isto, a idéia desse projeto é produzir microcápsulas de curcumina que atuem através da inativação fotodinâmica de forma eficaz e segura nos criadouros de larvas, garantindo uma liberação controlada e evitando sua rápida degradação ambiental: principal causa da não-implementação de substâncias naturais estudadas nesta modalidade. (AU)