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Desenvolvimento de nanopartículas de albumina para a veiculação de seriniquinona

Processo: 20/09270-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de setembro de 2020
Vigência (Término): 31 de agosto de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Geral
Pesquisador responsável:Leticia Veras Costa Lotufo
Beneficiário:Rodrigo dos Anjos Miguel
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:15/17177-6 - Abordagem integrada na prospecção sustentável de produtos naturais marinhos: da diversidade a substâncias anticâncer, AP.BTA.TEM
Assunto(s):Farmacocinética   Produtos naturais   Melanoma   Albuminas   Toxicidade   Citotoxicidade   Encapsulação   Microscopia eletrônica de transmissão

Resumo

O melanoma é um dos cânceres mais agressivos, com incidência crescente, terapias que conferem resistência e inúmeros efeitos adversos. A busca por moléculas com diferentes alvos farmacológicos e mecanismos de ação consiste em uma tentativa para superar tais obstáculos. Nesse contexto, a molécula seriniquinona (SQ), sintetizada por uma bactéria marinha rara Gram-positiva do gênero Serinicoccus, apresentou alta toxicidade seletiva a linhagens de melanoma. Entretanto, a SQ é pouco solúvel em água (0,06µM), o que dificulta sua formulação e inviabiliza seu uso terapêutico. Por isso, o presente projeto visa ao desenvolvimento e à avaliação de nanopartículas de albumina para encapsulação de SQ. Esses nanocarreadores conferem estabilidade, biodegradabilidade, atoxicidade, não imunogenicidade, diferentes sítios que permitem a ligação/interação com moléculas de interesse e o aumento da solubilidade aparente de fármacos hidrofóbicos. Ainda, as nanopartículas de albumina permitem o direcionamento passivo e ativo (mediante modificação de superfície), o que é interessante frente à toxicidade não seletiva de fármacos anticâncer e de um cenário de doença altamente metastática com vasos fenestrados e permeáveis. Diferentes técnicas serão estudadas para desenvolver as formulações: dessolvatação, crosslinking, homogeneização em alta pressão e sonicação. Além disso, essas nanopartículas serão caracterizadas quanto a carga, distribuição detamanho, eficiência de encapsulação e morfologia por meio de técnicas como espalhamento dinâmico da luz, microscopia eletrônica de transmissão e de varredura. Adicionalmente, a citotoxicidade das nanopartículas será avaliada em células de melanoma usando modelos 2D e 3D de cultura.