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Explorando as bases moleculares da infecção por SARS-CoV-2 em modelos pré-clínicos neurais

Processo: 20/10282-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2020
Vigência (Término): 31 de março de 2022
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Química de Macromoléculas
Pesquisador responsável:Daniel Martins-de-Souza
Beneficiário:Andre Saraiva Leao Marcelo Antunes
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:20/04746-0 - Compreensão das bases moleculares e do papel dos fatores de risco na infecção por SARS-CoV-2 em modelos pré-clínicos, AP.R
Assunto(s):Proteômica   Biologia molecular   Infecção   Coronavirus da síndrome respiratória aguda grave 2   Betacoronavirus   Sistema nervoso central   Neurônios   Astrócitos   Proteoma   Metaboloma

Resumo

É escassa ainda a compreensão dos mecanismos moleculares sobre a infecção por SARS-CoV-2, principalmente no Sistema Nervoso Central (SNC). Isso dificulta o combate à rápida disseminação do vírus, que tomou dimensões pandêmicas, levando muitos países a se declararem em estado de calamidade pública, incluindo o Brasil. Há evidências que SARS-CoV2 não está somente hospedado no trato respiratório. O vírus também pode infectar o SNC, induzindo alterações neurológicas e sintomas, como dor de cabeça, náusea e vômito. No início de 2003, estudos com amostras de pacientes com SARS demonstraram a presença de partículas SARS-CoV no cérebro, principalmente nos neurônios. Também foi observado a presença do SARS-CoV no cérebro de modelos pré-clinicos animais infectados, sendo que o número de amostras positivas para SARS-CoV aumentou durante o decurso da infecção, e prevaleceu no hipocampo. Neste projeto investigaremos, em nível de proteínas e metabólitos totais, a influência do SARS-CoV-2 sobre modelos in vitro humanos. Geraremos neurônios e astrócitos derivados de células tronco neurais. Estas células, infectadas, não infectadas e eventualmente tratadas com drogas potencialmente anti-virais terão seus proteomas e metabolomas investigados por espectrometria de massas em larga escala. Espera-se aqui desvendar vias bioquímicas e eventuais alvos terapêuticos associados à infecção por SARS-CoV-2, que sirva de base para novos tratamentos. Os dados aqui gerados poderão compor um arcabouço de informações acerca do modo de infecção por Coronavírus. (AU)