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Imaginários de professores em formação sobre estruturas verbais do espanhol

Processo: 20/07165-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de setembro de 2020
Vigência (Término): 31 de julho de 2021
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Linguística - Linguística Aplicada
Pesquisador responsável:Rosa Yokota
Beneficiário:Vinícius Daydi Yano Cortez
Instituição-sede: Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Ensino e aprendizagem   Língua estrangeira   Verbo   Imaginário   Análise qualitativa   Entrevista

Resumo

Partindo da compreensão de que todos somos, invariavelmente, interpelados por imaginários socialmente construídos acerca dos objetos e seres que nos circundam e, sabendo que o sujeito não detém plena autonomia ou consciência sobre tudo em relação às suas ações na linguagem (ORLANDI, 2005), este projeto tem por objetivo investigar possíveis imaginários sobre a língua espanhola por parte de professores de espanhol em formação no Brasil e como essas imagens, caso comprovadas, afetariam as práticas de ensino da língua, também esta um objeto social que implica sentidos em negociação. Como muito já se discorreu sobre os imaginários de alunos e docentes nas dimensões culturais e identitárias das línguas, esta pesquisa propõe um questionamento à presença de imaginários sobre a materialidade linguística e, para isso, buscamos delimitar determinados objetos de observação na língua-alvo, neste caso, algumas estruturas verbais que, em princípio, apresentariam pares modo-temporais possíveis (como o pretérito perfecto de indicativo na sua forma composta e simples e o pretérito imperfecto e pluscuamperfecto de subjuntivo no que tange às desinências-ra e-se), questões morfológicas relacionadas à ditongação e pressupostos sobre a estrutura do presente contínuo formado pela perífrase [lexema verbal + a + infinitivo], considerando como hipótese um imaginário orientado pela ideia de que ao empregar as formas verbais mais diferentes em relação ao sistema linguístico da língua materna o falante estaria aproximando-se mais da língua estrangeira e afastando-se do portunhol. Esta pesquisa se postula, portanto, como ferramenta para a verificação de intuições iniciais e como espaço de discussão sobre os reflexos dessas possíveis formulações imaginárias no ensino-aprendizagem de espanhol LE, no contexto brasileiro, adotando-se para o levantamento de dados uma abordagem quali-quantitativa por meio de teste de aceitabilidade, bem como de entrevista semiestruturada. Para este trajeto teórico-metodológico, aportam esta pesquisa alguns referenciais teóricos como Pêcheux (1995), Orlandi (2005) e Celada (2002) para a compreensão dos imaginários e suas prováveis intervenções na prática de ensino dos futuros professores, Lüdke e André (2014) como apoio quanto às metodologias de investigação qualitativa na educação e outros instrumentais teóricos que possam oferecer-nos suporte para travar algumas reflexões acerca da relação entre os supostos imaginários e suas consequências no ensino-aprendizagem da língua estrangeira, acorde com o cenário que se estabeleça ante os resultados obtidos.

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