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Avaliação de aspectos epidemiológicos do Mosaico Dourado do tomateiro: potenciais de possíveis hospedeiros reservatório e amplificador e dinâmica espacial da transmissão do vírus por Bemisia tabaci MEAM1

Processo: 19/03899-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2020
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2023
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Fitossanidade
Pesquisador responsável:Jorge Alberto Marques Rezende
Beneficiário:Felipe Franco de Oliveira
Instituição-sede: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:18/18274-3 - Begomovirus e crinivirus em solanáceas: epidemiologia molecular regional e alternativas sustentáveis de manejo integrado, AP.TEM
Assunto(s):Epidemiologia   Mosca-branca   Virologia   Begomovirus

Resumo

Dentre os diversos patógenos que afetam a cultura do tomateiro (Solanum lycopersicum) o begomovirus Tomato severe rugose virus (ToSRV) é considerado um importante agente infeccioso que afeta a produção desta cultura no Brasil. O ToSRV é o agente causal do mosaico dourado do tomateiro, transmitido pelo aleirodídeo (mosca-branca) Bemisia tabaci MEAM1 de maneira persistente-circulativa. Apesar do controle intenso do inseto nas lavouras de tomateiro via aplicação frequente de inseticidas, que impedem a colonização do vetor, ainda são altas as incidências observadas da doença no campo. Apesar do importante avanço recente na compreensão da dinâmica epidemiológica deste patossistema, alguns pontos importantes ainda precisam ser esclarecidos, tal como a origem do inóculo e a dinâmica espacial da movimentação do vetor e consequente transmissão do vírus. Espécies de plantas daninhas podem atuar como reservatório do vírus, mas por sua baixa população, é improvável que estas possuam força suficiente para atuarem como fonte principal do inóculo. Este fato sugere que outros hospedeiros atuem neste quesito de maneira mais eficiente ou o vetor pode estar atuando ativamente no transporte a médias e longas distâncias do patógeno, ou seja, introduzindo o inóculo advindo de áreas fora dos limites dos plantios. São várias as espécies de plantas daninhas que podem abrigar o ToSRV e além destas, espécies cultivadas como a soja, a berinjela, o pimentão e o feijoeiro. Porém, diferente de plantas daninhas que ocorrem de maneira irregular nos tomatais, plantas cultivadas como a soja, quando a variedade é suscetível, podem exibir taxas variáveis de infecções assintomáticas e estarem presentes em grande número em áreas próximas às lavouras de tomateiros. Dessa forma, a cultura da soja poderia atuar como amplificador do inóculo. Quanto ao vetor, alguns relatos na literatura sugerem movimentações do inseto a médias e longas distâncias, porém, ainda não correlacionadas com a disseminação do vírus, fato este que poderia auxiliar na compreensão da dinâmica da doença no campo. A partir destas informações este estudo busca avaliar o potencial de um reservatório e de um possível hospedeiro amplificador na incidência do ToSRV em tomateiros e analisar experimentalmente a movimentação a longas distâncias do vetor (B. tabaci MEAM1) e as respectivas taxas de transmissão do ToSRV em tomateiros. Avaliar também as taxas de infecções de plantas daninhas com o ToSRV em teste de livre chance de escolha por B. tabaci MEAM1 e os períodos de latência e infecciosidade do ToSRV em diferentes espécies suscetíveis ao vírus. Os resultados obtidos neste trabalho fornecerão informações importantes do ponto de vista epidemiológico e poderão ser utilizados na elaboração de medidas de manejo que busquem minimizar os impactos provocados por esta fitovirose na tomaticultura.