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Impacto da dieta cetogênica na epilepsia refratária e suas repercussões na modulação do eixo cérebro-intestino: uma abordagem translacional

Processo: 19/24609-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2020
Vigência (Término): 30 de abril de 2023
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Bioquímica da Nutrição
Pesquisador responsável:Carla Taddei de Castro Neves
Beneficiário:Mariana Baldini Prudencio
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Neurologia   Dieta cetogênica   Epilepsia resistente a medicamentos   Cérebro   Intestinos   Microbioma gastrointestinal   Estresse oxidativo   Inflamação   Modelos animais

Resumo

A Epilepsia é uma doença neurológica caracterizada pela predisposição duradoura em gerar crises epilépticas. Estima-se que a prevalência da Epilepsia seja de 0,5 a 1% na população mundial, sendo que desses 20 a 40% são refratários ao tratamento medicamentoso. A Dieta Cetogênica (DC) apresenta-se como um tratamento adjuvante capaz de gerar corpos cetônicos, principal substância envolvida no controle das crises, com consequente ativação de vias anti-inflamatórias e antioxidantes. Com o avanço dos estudos sobre microbiota é plausível que a DC possa modular o microbioma intestinal e por meio de vias diretas e indiretas esse exerça função sobre a Epilepsia. Apesar dessa possibilidade, ainda são modestos os estudos que visam comprovar essa hipótese. Objetivo: avaliar o impacto da DC sobre a diversidade da microbiota intestinal e sua relação com marcadores lipídicos, inflamatórios e de estresse oxidativo ao nível cerebral e intestinal. Metodologia: O presente estudo será do tipo translacional com uma fase pré-clínica e uma fase de ensaio clínico. Em ambas as etapas haverá um acompanhamento longitudinal e prospectivo, sendo na fase pré-clínica o acompanhamento por 3 meses e na fase clínica por 6 meses. Na fase pré-clínica serão utilizados ratos da espécie Wistar, cujo o status epiléptico será induzido pelo modelo da pilocarpina publicado por Cavalheiro (1995). Os animais serão aleatorizados em 4 grupos: Grupo 1: tratamento com DC Clássica (DCC); Grupo 2: tratamento com DC Modificada (DCM); Grupo 3: tratamento com Dieta Normal (DN); e Grupo 4: controle negativo para a doença e com tratamento com Dieta Normal (DNN). Os ratos serão alimentados ad libitum com DC para os grupos de tratamento ou com dieta padrão AIN93 para os grupos controle. Na fase clínica serão selecionados pacientes com Epilepsia refratária, com idade de 1 a 10 anos de idade que apresente indicação de tratamento com DC cujo padrão pré-clínico tenha se mostrado mais efetivo. Na fase pré-clínica serão avaliados: frequência de crises por vídeo monitoramento; a aderência da dieta pela avaliação de beta-hidroxibutirato urinário e plasmático; perfil lipídico e de apolipoproteínas em nível plasmático; perfil inflamatório plasmático; concentração de lipopolissacarídeo (LPS) no plasma; integridade da mucosa intestinal por marcadores plasmáticos; diversidade da microbiota intestinal; composição lipidômica das fezes e cérebro; parâmetros morfométricos do intestino e cérebro; síntese e expressão de marcadores inflamatórios no intestino e cérebro. Na fase clínica serão avaliados: frequência de crises; aderência da dieta através da mensuração plasmática e de urina do beta-hidroxibuitrato; estado nutricional; perfil lipídico e inflamatório plasmático; concentração de lipopolissacarídeo (LPS); integridade da mucosa intestinal por marcadores plasmático; diversidade da microbiota intestinal e composição lipidômica das fezes. O estudo será realizado após aprovação dos comitês de ética em pesquisas com humanos e animais, seguindo os princípios éticos. Os testes estatísticos serão realizados baseados no programa Statistical Package for the Social Sciences® (SPSS) versão 20.0. (AU)