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Estudo comparativo dós venenos de neonatos de serpentes dos gêneros Bothrops e Crotalus do plantel do Instituto Butantan

Processo: 19/27153-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de outubro de 2020
Vigência (Término): 30 de setembro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Fisiologia dos Grupos Recentes
Pesquisador responsável:Anita Mitico Tanaka-Azevedo
Beneficiário:Daniel Carvalho de Souza
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Fisiologia animal   Recém-nascido   Bothrops   Crotalus   Ontogenia   Venenos   Neurotoxicidade   Estudo comparativo

Resumo

As serpentes do gênero Bothrops e a subsespécie Crotalus durissus terrificus têm grande importância médica no Brasil devido ao alto índice de acidentes ofídicos no país. A mistura complexa de enzimas das famílias de fosfolipase-A2, metaloproteases e serinoproteases é responsável pelos efeitos miotóxicos, hemorrágicos e distúrbios coagulantes do veneno botrópico; enquanto o complexo enzimático crotoxina é o principal responsável pela neurotoxicidade e maior mortalidade no envenenamento crotálico. O entendimento da variação ontogenética no veneno ofídico é essencial para a efetividade no tratamento do envenenamento. Essa variação ocorre a partir do controle genético e da pressão seletiva de adaptação das serpentes ao seu nicho ecológico. Modificações pós-traducionais, como N-glicosilação, também possuem papel importante na modificação da estrutura e atividade entre as enzimas presentes nos venenos de neonatos e adultos. Fosfolipases-A2 e proteases, comumente identificadas como marcadores de variação ontogenética; e enzimas conservadas dessa variação, como L-aminoácido-oxidases, são ferramentas essenciais para que as tendências de variabilidade sejam compreendidas no veneno botrópico e crotálico. A menor imunorreatividade do soro comercial antibotrópico em neonatos de serpentes medicamente importantes, especialmente B. jararaca, e o levantamento do Hospital Vital Brasil (São Paulo) de que o envenenamento ofídico é causado majoritariamente por serpentes fêmeas e juvenis demonstram que a ontogenia não pode ser ignorada ao se analisar a questão do acidente ofídico no Brasil. Assim, este estudo busca analisar a variabilidade inter e intraespecífica no perfil e na atividade enzimática do veneno de neonatos de serpentes do gênero Bothrops e da subespécie C. d. terrificus, e seu efeito na neutralização do veneno dessas espécies pelo soro antibotrópico e anticrotálico comercial.