| Processo: | 20/11796-4 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico |
| Data de Início da vigência: | 01 de setembro de 2020 |
| Data de Término da vigência: | 31 de março de 2021 |
| Área de conhecimento: | Ciências Humanas - Antropologia |
| Pesquisador responsável: | José Miguel Nieto Olivar |
| Beneficiário: | Júlia Kaori Miai Tomimura |
| Instituição Sede: | Faculdade de Saúde Pública (FSP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 19/01714-3 - Através do limite: diferenciação, relação e práticas de cuidado em contextos críticos na fronteira amazônica: ênfase em sexualidade, gênero, ciclos de vida e etnia, AP.R |
| Assunto(s): | Antropologia médica Violência Violência contra a mulher Amazônia Redes sociais (grupos sociais) Movimentos sociais População indígena |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Amazonia | Atos | Fazer o Mundo | Gênero | relação | Violência | Antropologia da Saúde |
Resumo Esse projeto tem por objetivo compreender as formas através das quais redes de pessoas em contextos críticos e em posições relativas de desvantagem social -particularmente femininas-, mobilizam atos e relações de cuidado e de gestão dos afetos, das diferenças e das materialidades. Tais práticas e relações têm como efeito criar, modificar ou impactar as condições gramaticais da sua existência. Em decorrência dos recortes teóricos e empíricos, o esforço de análise interseccional leva em consideração agenciamentos relacionais marcados por geração, gênero, práticas sexuais, procedência e mobilidade, trajetórias de violência, transações econômicas, lógicas de parentesco, religião e etnicidade, no marco dos processos de fronteirização amazônicos contemporâneos. Trata-se de uma pesquisa de base etnográfica, desdobramento de um processo de mais de 7 anos de pesquisa em duas cidades de fronteira internacional brasileira na Amazônia: Tabatinga e São Gabriel da Cachoeira (AM). No caso da primeira, esse projeto está focado na compreensão de práticas de cuidado de jovens locais, especialmente "gays" e trans- vinculados a um terreiro de Umbanda através do qual são tecidos vínculos afetivos e redes de parentesco altamente significativas. No caso da segunda a ênfase está colocada nas formas através das quais mulheres indígenas lidam com e enfrentam formas estruturantes de violência, fazendo especial ênfase em dimensões que tem a ver com a sexualidade, o dinheiro, os conhecimentos tradicionais e a organização política. | |
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