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Violência obstétrica na cidade de Santos/SP: dando voz e visibilidade a mulheres e sua dor/força

Processo: 20/10080-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de outubro de 2020
Vigência (Término): 30 de setembro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Serviço Social
Pesquisador responsável:Priscila Fernanda Gonçalves Cardoso
Beneficiário:Fernanda Frias Motta
Instituição-sede: Instituto de Saúde e Sociedade (ISS). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Baixada Santista. Santos , SP, Brasil
Assunto(s):Direitos sexuais e reprodutivos   Parto humanizado   Saúde da mulher   Violência contra a mulher   Santos (SP)   Obstetrícia   Promoção da saúde

Resumo

A violência obstétrica é uma violação de direitos humanos e reprodutivos da mulher recorrente nas práticas de assistência ao processo de parturição - seja durante a gestação e/ou parto, seja no puerpério ou em abortamento. Configura-se como essa forma de violência intervenções danosas à saúde da mulher, e que, apesar do estranhamento comumentemente causado entre as usuárias e dos direitos que a elas deveriam ser assegurados, permanecem institucionalizadas, ainda que sem respaldo científico, utilizadas sem critério por profissionais de saúde. Essa realidade é permeada por condicionalidades envolvendo outras questões para além da de gênero - dado seu caráter sexista e tratando-se de uma das formas de violência contra a mulher -, tais como raça/etnia, classe, geração, dentre outras, que nos apresentam diferentes quadros de violações, que muitas vezes se sobrepõem. Diante do contexto exposto, o presente trabalho buscará desvendar a concretude desse fenômeno na cidade de Santos, localizada no estado de São Paulo, a fim de investigar a experiência de mulheres parturientes nas maternidades públicas e privadas do município, documentar e analisar suas vivências, permitindo conhecer suas necessidades e demandas, bem como as dimensões que a violência obstétrica assume na assistência à parturição atravessada pelas diferentes questões que marcam a identidade e contexto social dessas mulheres. Destarte, visa-se dar visibilidade aos discursos e lugar de fala dessas mulheres, e, ainda, permitir a prevenção dessa prática em instituições hospitalares, pública ou privada, e a promoção da saúde da mulher.