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Atividade de desinfetantes padronizados em hemodiálise sobre biofilmes fúngicos

Processo: 20/06843-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de setembro de 2020
Vigência (Término): 31 de agosto de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada
Pesquisador responsável:Regina Helena Pires
Beneficiário:Thayná Catanha Costa e Silva
Instituição-sede: Pró-Reitoria Adjunta de Pesquisa e Pós-Graduação. Universidade de Franca (UNIFRAN). Franca , SP, Brasil
Assunto(s):Biofilmes   Desinfecção   Fungos   Diálise renal   Micologia

Resumo

A hemodiálise é um tratamento para pacientes com insuficiência renal crônica. Entretanto, a contaminação microbiana dos fluidos de hemodiálise é um grave problema. Vários compostos químicos são usados para a desinfecção e/ou esterilização, sendo comuns o uso de hipoclorito de sódio e o ácido peracético. No entanto, pouco se conhece sobre a eficácia dos desinfetantes em organismos eucariotos como os fungos, já que o monitoramento do sistema é tradicionalmente realizado com bactérias, nomeadamente as enterobactérias (organismos procariotos). Este estudo propõe avaliar o efeito de desinfetantes utilizados no processo dialítico frente à isolados fúngicos. Serão utilizados isolados fúngicos do gênero Aspergillus e Fusarium previamente coletados em circuito hídrico de um Serviço de Hemodiálise hospitalar. Serão utilizados os desinfetantes hipoclorito de sódio a 0,05%, conforme padroniza a legislação brasileira e o ácido peracético a 0,1%, conforme preconizado pelos fabricantes de máquinas de hemodiálise O efeito dos desinfetantes sobre as células fúngicas na forma planctônica (livre) de crescimento será avaliado pela metodologia de plaqueamento em ágar pós-tratamento por tempo específico para cada desinfetante. Os biofilmes fúngicos serão formados em microplacas de 96 poços, expostos aos desinfetantes e quantificados pela metodologia de descoloração do cristal violeta. O estudo poderá subsidiar a implementação de monitoramento microbiológico para organismos eucariotos (forma planctônica e biofilme) nos protocolos de desinfecção como garantia de qualidade associada à terapêutica de hemodiálise. Tal prática poderá minimizar os episódios de internação e os gastos do sistema de saúde com essa população.