Busca avançada
Ano de início
Entree

Ácido clorogênico e indol-3-carbinol: efeito de compostos de vegetais Brassica sobre a esteatohepatite não alcoólica in vivo

Processo: 20/01944-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2020
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2022
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica
Pesquisador responsável:Luís Fernando Barbisan
Beneficiário:Gabriel Bacil Prata
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Ácido clorogênico   Hepatopatia gordurosa não alcoólica   Brassica   Biossíntese   Lipídeos

Resumo

Atualmente, é estimado que a doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) acometa cerca de 25% da população mundial. A esteatohepatite não alcoólica (EHNA), grau mais severo da DHGNA, atinge cerca de 5% da população mundial. Histologicamente, a DHGNA abrange da esteatose hepática, caracterizada pelo acúmulo de lipídios na forma de macrovesículas ou microvesículas, à EHNA, a qual apresenta simultaneamente ao depósito de lipídios a ocorrência de processos inflamatórios e início de fibrose. A DHGNA não possui tratamento eficaz, senão a mudança de hábitos alimentares e a realização de exercícios físicos. O consumo da dieta ocidental, rica em gorduras saturadas e açúcares (frutose e glicose), figura como o principal responsável pelo desenvolvimento da DHGNA. Por outro lado, a adesão à dieta mediterrânea, rica em compostos polifenólicos, carotenoides e gorduras insaturadas, é associada à redução da severidade da DHGNA. Os vegetais do gênero Brassica (couve-flor, brócolis, couve, dentre outros) são tradicionalmente consumidos na dieta e são ricos em compostos bioativos com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Dentre eles, recebem destaque o ácido clorogênico (ACG) e o indol-3-carbinol (I3C), os quais associam às tais propriedades à capacidade de modular a biossíntese de lipídios no fígado. Assim, serão avaliados os efeitos da administração do ACG e/ou I3C sobre a EHNA de indução nutricional/química. Para tanto, camundongos machos C57BL/6J (10 animais/grupo) receberão dieta basal e água filtrada ou dieta rica em lipídios (20% banha de porco) e sacarose (20%) e solução rica em açúcares (23,1 g/L e 18,9 g/L de d-frutose e d-glicose, respectivamente), além de três doses intraperitoniais (i.p.) semanais de solução 10% de tetracloreto de carbono (CCl4), diluído em óleo de milho, com concentração inicial de 0,25¼L/g de peso corpóreo (p.c.) e final de 1,50¼L/g p.c. ou veículo, por 8 semanas. Concomitantemente, os animais receberão ACG (125mg/kg p.c.) isoladamente, I3C (5mg/kg p.c.) isoladamente, a combinação das duas substâncias ou somente o veículo de água deionizada (via intragástrica, 5 vezes/semana). As doses foram definidas de acordo com o cálculo da dose equivalente em seres humanos (600 e 22,5 mg/dia de ACG e I3C, respectivamente). Será traçada a curva glicêmica dos animais e então, serão eutanasiados, após a 8ª semana. Amostras hepáticas serão obtidas para análise histológica (severidade da DHGNA, fibrose e imunoistoquímica para Ki67, CD68 e ±-smooth muscle actin), molecular (avaliação de IL-6, IL-1², IL-10, TNF-±, TGF-±, TGF-² e NF-ºB) e bioquímica (perfil de ácidos graxos, triglicérides, colesterol e alaninaminotransferase). O tecido adiposo epididimal será utilizado para histologia (morfometria, infiltração de mastócitos e imunoistoquímica para CD68). (AU)