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Sonotrombólise: sondando os fundamentos físicos da aplicação clínica

Processo: 20/10819-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de setembro de 2020
Vigência (Término): 31 de agosto de 2023
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia Biomédica
Pesquisador responsável:Sergio Shiguemi Furuie
Beneficiário:Vitor Gabriel Barra Souza
Instituição-sede: Escola Politécnica (EP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:18/06387-8 - Habilidade dos pulsos ultrassônicos de alta intensidade e microbolhas para limitar a extensão do infarto agudo do miocárdio I. estudo HUBBLE-I, AP.TEM
Assunto(s):Processamento de imagens   Sonotrombólise   Síndrome coronariana aguda   Trombose   Hospitais   Atenção primária à saúde   Atenção secundária à saúde   Equipamentos e provisões   Atenção à saúde

Resumo

No Brasil, doenças cardiovasculares são responsáveis por aproximadamente 25% de todos os óbitos anualmente, sendo metade deles por síndromes coronarianas agudas. Elas respondem por aproximadamente 50% dos custos de nosso sistema único de saúde e, mesmo assim, o acesso às terapias de eleição como a angioplastia primária e fibrinolítica não ultrapassa 40% dos afetados. A sonotrombólise é terapia inovadora, pesquisada por vários grupos no mundo há mais de 15 anos e aplicada pela primeira vez em seres humanos no Brasil por nosso grupo. A sonotrombólise resulta da infusão endovenosa contínua de bilhões microbolhas do tamanho de 1/3 de uma hemácia que, rompidas intermitentemente por ultrassom de alta energia, promovem a restauração da microcirculação coronária, melhorando o prognóstico de pacientes com Infarto Agudo do Miocárdio (IAM). A sonotrombólise tem o potencial de ser aplicada de forma simples e com baixos riscos para o paciente por um profissional de saúde, com apoio médico especializado por meio de telemedicina a fim de se estabelecer o diagnóstico de IAM, tanto em hospitais terciários como em centros de atenção primária ou em ambulâncias. Adicionalmente, esta tecnologia ainda tem o potencial de revolucionar o tratamento de todas as terapias ocasionadas por trombose aguda, como o acidente vascular cerebral, embolia pulmonar e a trombose venosa profunda. Neste novo estudo propomos avançar o conhecimento aplicando esta técnica em múltiplos centros, nos mais variados cenários das síndromes coronarianas agudas, nos ambientes pré hospitalar, de atenção primária e secundária, com o intuito de demonstrar sua exequibilidade, segurança e eficácia em todas estas situações. Também está no escopo deste estudo o desenvolvimento de protótipo portátil, sem necessidade de geração de imagem ultrassonográfica, de simples manuseio e capaz de gerar pulsos intermitentes de ultrassom a fim de promover a sonotrombólise. Assim, esta tecnologia tem o potencial de simplificar o tratamento das síndromes trombóticas agudas e, no longo prazo, propiciar o princípio básico do Estado que é em prover atenção médica de última geração à população brasileira. (AU)