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AgriRisk: sistema para mensuração e precificação do risco agrícola

Processo: 20/13263-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência (Início): 01 de novembro de 2020
Vigência (Término): 30 de abril de 2021
Área do conhecimento:Interdisciplinar
Pesquisador responsável:Daniel Lima Miquelluti
Beneficiário:Daniel Lima Miquelluti
Empresa:Agririsk Soluções em Gerenciamento de Risco Ltda
CNAE: Tratamento de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na internet
Vinculado ao auxílio:20/00705-8 - AgriRisk - sistema para mensuração e precificação do risco agrícola, AP.PIPE
Assunto(s):Agronegócio   Custos e análise de custo   Gestão de riscos   Perdas agrícolas   Agrometeorologia   Secas

Resumo

O agronegócio no Brasil responde por aproximadamente 25% do PIB e responsável por quase metade do volume financeiro exportado pelo país. Apesar da elevada representatividade, a cadeia produtiva do agronegócio representada pela agropecuária, possui diversos riscos que dificultam sobremaneira a estabilidade de renda do setor. De acordo com o relatório do Banco Mundial e Embrapa, denominado "Gestão de riscos agropecuários no Brasil: caminhos para uma visão integrada", lançado em 2015, dentre uma multiplicidade de riscos enfrentados pelo setor, aquele que apresenta maior criticidade é a ocorrência de seca. Dentre os diversos programas de gestão de riscos, o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) é o mais importante, na medida em que volumes orçamentários cada vez maiores são alocados para aumentar o seguro rural entre os produtores rurais. Em 2019, orçamento foi de R$ 380 milhões. Em 2020, está previsto um orçamento de R$ 1 bilhão e para 2021, o governo estima um valor de R$ 1,5 bilhão. O PSR é operado pelo mercado privado de seguros por meio de corretores, seguradoras e resseguradoras. Apesar de ganhar importância cada vez maior no Governo, o mercado privado possui entraves que dificultam a massificação do seguro rural. Um dos principais é a ausência de dados estatísticos de produtividade agrícola em escala espacial "intramunicipal". O mercado segurador necessita de dados em quantidade e qualidade suficientes para realizar a correta mensuração e classificação dos riscos (subscrição), sua precificação e desenvolvimento de produtos aderentes às necessidades dos produtores. A principal fonte de dados utilizada pelo mercado segurador atualmente tem por base as estimativas de produtividade municipal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No entanto, esses dados possuem certas características que prejudicam o seu uso pelo mercado segurador. A base metodológica é puramente subjetiva, levando muitas vezes a imprecisões nos cálculos, principalmente em regiões de fronteiras agrícolas localizadas no Nordeste e Norte do país. Outro ponto que merece atenção é a escala espacial utilizada. Os dados são estimativas municipais da produtividade agrícola e o seguro rural é feito em nível de propriedade rural. Visivelmente, esse fato poderá levar a sub ou superestimação do risco local, levando a taxas mal calculadas e coberturas inadequadas. Essa é uma das principais fontes de reclamação dos produtores rurais. A solução proposta visa superar os desafios científicos e operacionais, ao realizar uma estimativa da produtividade agrícola em um grid regular de 2 x 2 km2 em todo o território nacional. O resultado esperado é prover ao mercado segurador séries históricas de produtividade agrícola confiáveis, em um nível de detalhamento espacial adequado, para que as companhias seguradoras possam realizar os cálculos de taxas de prêmio de maneira muito mais precisa, melhorar substancialmente o processo de subscrição e criar produtos mais aderentes aos produtores rurais. Pelo lado do Governo, a expectativa é de maior eficiência e economicidade nos gastos públicos no âmbito do PSR, ne medida em que haverá ajuste nas taxas do seguro e produtos mais aderentes as necessidades do setor. (AU)

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