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Apropriações do melodrama no cinema contemporâneo brasileiro

Processo: 20/06447-0
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2020
Vigência (Término): 30 de novembro de 2023
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Artes - Cinema
Pesquisador responsável:Pedro Maciel Guimarães Junior
Beneficiário:David Ken Gomes Terao
Instituição Sede: Instituto de Artes (IA). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):22/09964-1 - A problemática do povo no melodrama cinematográfico brasileiro, BE.EP.DR
Assunto(s):Cinema brasileiro   Cinema novo   Melodrama   Estudos culturais   Contemporaneidade
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Cinema contemporâneo brasileiro | Estudos Culturais | melodrama | Cinema brasileiro

Resumo

Após o período conhecido como Retomada do cinema brasileiro, compreendido entre 1994 e 2003, o cinema brasileiro encontrou uma estrutura de produção estável em comparação aos anos anteriores, o que possibilitou uma renovação de um segmento independente e autoral. O cinema como convencionado naqueles anos, entre a crônica de costumes, as comédias leves, os dramas históricos e o filme de crime, majoritariamente convencionados a partir de um registro naturalisto-realista de encenação e atuação, deu lugar à via dupla dos caminhos formais da fronteira entre a ficção e o documentário e à renovação das convenções de gêneros cinematográficos. Dentre esses gêneros, o melodrama foi apropriado de maneira muito mais assumida do que antes e revelou-se um meio de discussão de diversas problemáticas a respeito de classes sociais, gênero, sexualidade, a ideia da unidade do povo brasileiro, bem como as exclusões e desigualdades de sua sociedade. Essa apropriação das matrizes melodramáticas pode ser identificada a partir de quatro tendências principais: as narrativas de integração no duplo cenário sertão/favela, central à revisitação dos debates do Cinema Novo no cinema da Retomada; a canção popular como elemento de reunião do povo; o melodrama familiar como metonímia das transformações socioeconômicas da sociedade; e o camp como lugar de expressão queer e da autorreflexividade da forma melodramática. Esse percurso revela ao mesmo tempo a transição do naturalismo para uma forma autoconsciente de encenação e a mudança de paradigma de uma noção de povo unificado para a visão das comunidades dos excluídos. (AU)

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