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Desenvolvimento de hipotermia na inflamação sistêmica: a hipótese da hipóxia encefálica.

Processo: 20/09399-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2020
Vigência (Término): 31 de agosto de 2022
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Alexandre Alarcon Steiner
Beneficiário:Eduardo Hermogenes Moretti
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:18/03418-0 - Hipotermia na Sepse: causas e consequências, AP.TEM
Assunto(s):Hipóxia   Imunomodulação   Inflamação   Sepse   Temperatura   Neuroimunologia

Resumo

Uma alteração na temperatura corporal é um marco da inflamação sistêmica. A febre (elevação na temperatura corporal) é a resposta mais prevalente e estudada, porém, hipotermia (redução na temperatura corporal) ocorre nos casos mais graves. Estudos recentes do nosso grupo indicam que a hipotermia não resulta de falência termorregulatória. Pelo contrário, essa parece ser uma resposta regulada com valor biológico quando os custos da febre excedem seus benefícios. Porém, os mecanismos que governam a virada de febre para hipotermia permanecem obscuros. Aqui, testaremos a hipótese de que uma queda discreta no fluxo regional e, consequentemente, na oxigenação encefálica seja o gatilho para que o encéfalo desencadeie a resposta hipometabólica/hipotérmica por meio de uma inibição dos nervos simpáticos que promovem termogênese no tecido adiposo marrom. Essa hipótese será testada em ratos pré-implantados com sensores de PO2, de fluxo sanguíneo e da temperatura do tecido adiposo marrom, além de eletrodos para registro de atividade simpática. A inflamação sistêmica será induzida por doses moderadas e altas de LPS em uma temperatura ambiente que é adequada para o desenvolvimento de hipotermia. Se a hipótese estiver correta, espera-se que a reposta hipotérmica seja precedida por uma queda na perfusão e oxigenação encefálicas. Da mesma forma, a queda na oxigenação encefálica deveria preceder a inibição dos nervos simpáticos que inervam o tecido adiposo marrom. Testes de causalidade de Granger serão empregados para avaliar estatisticamente a relação temporal entre essas variáveis. Em experimentos subsequentes, avaliaremos se a manipulação da oxigenação encefálica afeta o desenvolvimento da hipotermia induzida por LPS. A oxigenação encefálica será manipulada empregando-se estratégias que elevam a oxigenação global (eritropoetina, aclimatação à hipóxia e perfluoroalcanos), em combinação com oclusão parcial das artérias carótidas.