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Efeitos do inseticida neonicotinóide Imidacloprido e do fungicida Piraclostrobina na abelha solitária Tetrapedia diversipes: avaliação do metabolismo energético, das respostas celulares e da composição do microbioma

Processo: 20/12639-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2020
Vigência (Término): 30 de novembro de 2022
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Zoologia Aplicada
Pesquisador responsável:Osmar Malaspina
Beneficiário:Pâmela Decio Horst
Instituição-sede: Centro de Ciências Humanas e Biológicas (CCHB). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). Sorocaba , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:17/21097-3 - Interações abelha-agricultura: perspectivas para a utilização sustentável, AP.TEM
Assunto(s):Ecotoxicologia   Inseticidas   Neonicotinoides   Fungicidas   Abelhas   Metabolismo energético   Microbiota   Proteínas de choque térmico   Superóxido dismutase   Estresse oxidativo

Resumo

Sabe-se que a densidade populacional das abelhas, bem como de outros polinizadores, vem decaindo há alguns anos, podendo chegar a níveis preocupantes que afetariam o serviço de polinização de ecossistemas naturais e agrícolas. Um dos fatores determinantes para essa situação é o consumo de agrotóxicos como herbicidas, fungicidas e inseticidas, que utilizados tanto isoladamente quanto em combinações, muitas vezes não tem ação limitada somente sobre as pragas e patógenos, mas acabam atingindo também os insetos benéficos associados aos cultivos, como as abelhas. Contudo, em vários países, a avaliação de risco de agrotóxicos sobre insetos polinizadores se baseia em testes de toxicidade feitos somente com Apis mellifera, espécie mais estudada. No entanto, a grande maioria das espécies de abelhas conhecidas é de vida solitária, representando 85% dos Apiformes. Faltam dados na literatura sobre o efeito dos agrotóxicos em abelhas solitárias brasileiras, que poderiam ser úteis para avaliar a necessidade da inclusão de espécies representativas em estudos de avaliação de risco no Brasil. Diante do exposto, o presente estudo pretende avaliar o efeito de doses residuais do neonicotinóide imidacloprido e sua ação em associação com o fungicida piraclostrobina, ambos amplamente utilizados em culturas agrícolas brasileiras, em abelhas solitárias Tetrapedia diversipes. Para isso, o cérebro, o intestino e o corpo gorduroso serão avaliados para respostas e adaptações ao estresse celular por meio de imunomarcação de proteínas de choque térmico (HSPs) e da enzima superóxido dismutase (SOD), para observação do estresse oxidativo. Além disso, será feita a detecção de morte celular por fragmentação do DNA pela Reação de TUNEL e danos na matriz peritrófica serão avaliados no intestino das abelhas expostas. Pretende-se ainda analisar o impacto dos agrotóxicos no metabolismo energético por meio da quantificação de ATP nas mitocôndrias do corpo gorduroso, e fazer análise da variação da composição do microbioma, por meio de uma parceria estabelecida com a Cornell University nos Estados Unidos. Os resultados gerados nesse projeto serão de grande relevância para complementar os dados do Temático "Interações abelhas - agricultura: Perspectivas para a utilização sustentável", mostrando possíveis efeitos sinergísticos ou antagônicos dos agrotóxicos em abelhas solitárias em que os efeitos toxicológicos ainda são pouco conhecidos. (AU)

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