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Estudo de variantes genéticas protetoras em indivíduos nonagenários e centenários resilientes

Processo: 20/09702-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2020
Vigência (Término): 31 de outubro de 2022
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Humana e Médica
Convênio/Acordo: CNPq - INCTs
Pesquisador responsável:Mayana Zatz
Beneficiário:Mateus Vidigal de Castro
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:14/50931-3 - INCT 2014 - Envelhecimento e Doenças Genéticas: Genômica e Metagenômica, AP.TEM
Assunto(s):Envelhecimento   Idosos   Idoso de 80 anos ou mais   Expectativa de vida   Resiliência psicológica   Sistema imune   Análise genética   Genomas   Genes protetores

Resumo

Um dos grandes desafios da Ciência contemporânea é compreender os diferentes mecanismos genéticos por trás do processo de envelhecimento saudável. A análise do genoma daqueles que conseguiram chegar ou ultrapassar nove décadas de vida, sem qualquer declínio cognitivo é uma ferramenta promissora para investigar os fatores e variáveis genéticas envolvidas com a longevidade saudável. Nesse sentido, o objetivo desse trabalho será identificar genes envolvidos com o envelhecimento considerado saudável e como esses genes atuam para a longevidade, tendo como base dados de idosos com mais de 90 anos, saudáveis, que levam vida independente e não desenvolveram doenças frequentes com a idade como Parkinson ou Alzheimer(resilientes do ponto de vista cognitivo) (Amostra 90+) - em contraponto a adultos com menos de 60 anos e que apresentam declínio cognitivo (Amostra 60-). Ainda, atualmente estamos vivenciando a pandemia (COVID-19) causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2); na qual os indivíduos idosos são considerados grupo de risco e, portanto, mais suscetíveis. É neste cenário que também iremos investigar a resiliência do ponto de vista imunológico nestes indivíduos, ao compararmos dois extremos amostrais: idosos com mais de 90 anos com histórico de infecção pelo referido vírus, assintomáticos ou curados (Amostra 90+/ COVID-19+) e jovens e adultos com menos de 60 anos com desfecho negativo (óbito) de COVID-19 (Amostra 60-/COVID-19+). Os indivíduos que irão compor a amostra são residentes da cidade de São Paulo e serão selecionadas a partir da triagem do estado cognitivo e diagnóstico para COVID-19. Amostras biológicas destes serão utilizadas para sequenciamento genômico e avaliação funcional a partir de modelos celulares como neurônios, células musculares e células endoteliais - obtidos a partir de células-tronco de pluripotência induzida (iPSC), as quais serão derivadas de eritroblastos. A identificação de diferenças entre os grupos "90+"s e "60-"s poderia validar e detectar potenciais biomarcadores no processo do envelhecimento saudável e resiliência cognitiva e imunológica. Acreditamos que o presente estudo trará grandes contribuições para entender melhor quais são os fatores genéticos determinantes para um envelhecimento saudável, longevidade e resiliência - preenchendo uma importante lacuna no conhecimento desses processos biológicos e abre uma nova perspectiva no enfrentamento da atual pandemia, com potencial sugestão de novos alvos terapêuticos.

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