| Processo: | 19/20703-2 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de dezembro de 2020 |
| Data de Término da vigência: | 13 de abril de 2023 |
| Área de conhecimento: | Linguística, Letras e Artes - Linguística - Teoria e Análise Lingüística |
| Pesquisador responsável: | Elisabeth Brait |
| Beneficiário: | Carlos Junior Gontijo Rosa |
| Instituição Sede: | Faculdade de Filosofia, Comunicação, Letras e Artes. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). São Paulo , SP, Brasil |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 21/11276-3 - Diálogos possíveis: outros olhares para o teatro português no início da Era Moderna, BE.EP.PD |
| Assunto(s): | Análise do discurso Cultura popular Teatro (literatura) Literatura portuguesa Crítica literária História do Século XVIII |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Carnavalização | Critica literária | Gosto | seculo XVIII | Teatro português | Análise Dialógica do Discurso |
Resumo O objetivo desta pesquisa é investigar como a presença dos criados, e mais especificamente daqueles cujo desdobramento e função na intriga narrativa alça-os à personagem-tipo do gracioso, modifica os textos sérios europeus, visando à acessibilidade de um público popular português. Para tanto, examinamos a produção literário-teatral portuguesa da segunda metade do século XVIII, mais especificamente a oito obras do dramaturgo italiano Pietro Metastásio que, ao se proporem traduções de originais de clássicos teatrais europeus, foram adaptadas "ao gosto português". Refere-se, com o sintagma, a textos que foram alterados em sua essência, enquanto gênero, para contemplar um público cuja cultura geral não corresponderia aos critérios estéticos eruditos da época. Assim, como delimitação do corpus desta pesquisa, propõe-se a aproximação a peças que foram interditas pela Inquisição portuguesa, tendo entre os pretextos a inserção de personagens cômicas em peças sérias. Nossa hipótese é de que o mecanismo utilizado pelos adaptadores gera um efeito de carnavalização operante sobre a cultura oficial. Assim, pretende-se voltar o olhar para um período menosprezado pela crítica estabelecida e, por meio de uma leitura sob o prisma da perspectiva dialógica de Mikhail Bakhtin e o Círculo, especialmente tomando por fundamentais os conceitos de carnavalização e cronotopo, legitimar sua produção como reflexo e refração do contexto histórico-artístico. A importância desta pesquisa, além de oferecer subsídios para a leitura de um período histórico-literário relegado pela literatura dramática portuguesa, recai sobre a observação dos próprios mecanismos de afirmação (e repressão) da cultura popular no âmbito ibérico. Não se pode almejar, para os textos aventados nesta pesquisa, uma inserção no cânone a partir de uma apreciação estético-valorativa, que tome em conta padrões eruditos de gosto e refinamento formal. Ao contrário, este trabalho busca justamente entender outros lugares e caminhos enunciativos-discursivos-estéticos da cultura não oficial. (AU) | |
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