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Uso de microextração em fase sólida em ponteiras (SPME-Tips) para análise de cocaína e produtos de biotransformação em fluido oral por cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massas (LC-MS/MS)

Processo: 20/11848-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de novembro de 2020
Vigência (Término): 31 de outubro de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia - Análise Toxicológica
Pesquisador responsável:José Luiz da Costa
Beneficiário:Leonardo Costalonga Rodrigues
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:17/02147-0 - Cromatografia líquida em uma gota e seu acoplamento com espectrometria de massas: estratégias instrumentais, desenvolvimento de materiais, automatização e aplicações analíticas, AP.TEM
Assunto(s):Cocaína   Cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massas   Saliva

Resumo

A análise de substâncias psicoativas tem passado por diversas melhorias nos últimos anos, como o uso de matrizes biológicas alternativas como o fluido oral, que merece destaque por ser uma matriz alternativa com diversas vantagens, como a simplicidade e coleta não invasiva, a dificuldade de adulteração, o baixo nível de risco de contaminação e a possibilidade de detecção de uso recente. As drogas mais comumente identificadas nesta matriz incluem THC, opioides e cocaína. De acordo com o relatório da United Nations Office on Drugs and Crime World (UNODC), de 2019, nos últimos anos, cerca de dois milhões de usuários consumiram cocaína nos EUA e Europa. A cocaína é rapidamente biotransformada, produzindo principalmente benzoilecgonina e metilecgonina. O cocaetileno é formado no uso concomitante da cocaína com etanol e a anidroecgonina metil éster (AEME) é produzida pela pirólise no uso de crack. A determinação de cocaína, segundo alguns estudos, é eficaz em fluido oral, já que essa substância aparece na saliva logo após a administração intravenosa. Diversas técnicas tradicionais de extração estão relatadas na literatura, porém, tais métodos utilizam altas quantidades de solventes orgânicos e de amostra, além de envolverem diversas etapas e consumirem um tempo significante. Para contrapor tais problemas, as técnicas de microextrações têm sido propostas e, entre elas, a microextração por fase sólida (em inglês, solid-phase microextraction, SPME), merece destaque. A microextração por fase sólida consiste em uma técnica com princípios de química verde, já que funciona sem o uso de solventes orgânicos, além de ser mais econômica. Além disso, esta técnica de microextração reduz o tempo de análise e utiliza menores volumes de amostra. Uma variação da técnica SPME foi desenvolvida recentemente e consiste no uso de ponteiras com fibras (SPME-Tips), revestidas com sílica do tipo HPLC. Nesta técnica, ocorre retenção dos analitos em fase reversa, o que possibilita a imersão direta da ponteira em fluidos biológicos, como fluido oral, fazendo com que os analitos fiquem adsorvidos na fibra e permitindo que a dessorção seja feita com solventes. As vantagens da SPME com o uso de ponteiras com fibras são a simplicidade operacional, facilidade de automação, baixo volume de solventes orgânicos utilizados, baixo consumo de amostra e minimização de interferências. Poucos artigos presentes na literatura descrevem o uso de SPME Tips, sendo que nenhum utiliza SPME Tips para análise de cocaína, benzoilecgonina, metilecgonina, AEME e cocaetileno em fluido oral. O presente trabalho tem por objetivo desenvolver e validar um método para análise de cocaína e seus produtos de biotransformação utilizando a técnica SPME Tips e cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massas sequencial (LC-MS/MS). O método desenvolvido poderá ser utilizado para diagnóstico laboratorial de intoxicações causadas por estes agentes tóxicos. O procedimento de extração por SPME LC Tips será otimizado durante a etapa de desenvolvimento. Após a otimização, o procedimento experimental desenvolvido será validado de acordo com as recomendações do SGWTOX e deverá utilizar pequeno volume de fluido oral e solventes orgânicos, estando de acordo com as propostas atuais de química verde.