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Efeito do peptídeo mimético Ac9-22, derivado da Anexina A1, sobre a degeneração e regeneração muscular esquelética, induzida pelo veneno da serpente Bothrops asper

Processo: 20/06606-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2020
Vigência (Término): 30 de novembro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia
Pesquisador responsável:Vanessa Moreira
Beneficiário:Nicolas Nascimento Alecrim
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Anexina A1   Inflamação   Regeneração tecidual

Resumo

Os acidentes ofídicos são um problema de saúde pública de ordem mundial sendo considerados atualmente como doenças tropicais negligenciadas pela Organização Mundial da Saúde. Na América Latina a maioria dos acidentes são causados pelas serpentes do gênero Bothrops, destacando, no Brasil, as serpentes Bothrops jararaca e Bothrrops atrox, e na América Central as serpentes da espécie Bothrops asper. Acidentes com venenos de serpentes botrópicos levam a manifestações clínicas locais destacando a mionecrose e proeminente reação inflamatória, acompanhadas por manifestações sistêmicas, como coagulopatia, hemorragia e nefrotoxicidade. A mionecrose é causada pelos componentes majoritários do veneno, como as miotoxinas fosfolipásicas e as metaloproteinases que causam necrose das fibras musculares e dano à matriz extracelular dos tecidos adjacentes, afetando a rede vascular no entorno da lesão muscular. Este dano prejudica o processo de regeneração do tecido muscular, que depende da interação entre vários elementos circulantes e os do processo inflamatório e tecidual, podendo resultar em fibrose e possível perda de função muscular. O tratamento mais comum para acidentes ofídicos é a soroterarpia que é eficiente para tratar os efeitos sistêmicos, mas não é efetivo para os efeitos locais como a inflamação e a injúria tecidual, levantando a necessidade da investigação de novos agentes como novas terapias auxiliares ao tratamento. Dentre as diversas possibilidades a Anexina 1 (AnxA1) uma proteína endógena localizada na superfície de diversos tipos celulares, exerce efeitos variados como atividade anti-inflamatória, manutenção de integridade do citoesqueleto e da matriz extracelular, apoptose, além de estimulação de proliferação e diferenciação celular. Alguns estudos mostraram que a AnxA1 endógena modula positivamente a diferenciação celular de mioblastos, promovendo a migração de células miogênicas e, consequentemente a diferenciação em tecido maduro, por promover a fusão de miotubos e reparo do sarcolema de miofibras, após injúria. Neste contexto, seus peptídeos miméticos, que podem ser considerados novas fontes de moléculas terapêuticas, apesar de também proverem a maioria dos efeitos já observados pela proteína AnxA1, nunca foram testados em modelos de regeneração muscular, especialmente em modelos in vivo de degeneração e regeneração induzido por veneno botrópico. Assim o trabalho visa estudar a atividade do peptídeo Ac9-22 derivado da AnxA1 sobre a regeneração do tecido muscular esquelético, após injúria induzida pelo veneno de serpente Bothrops asper, quanto: a) às alterações morfo/histológicas local do tecido muscular; b) às alterações de neurofilamentos; c) à produção de TGFb, IL-1b, IL-6 e VEGF; d) à função contrátil do tecido. O presente projeto de pesquisa proverá novas perspectivas de tratamentos acessórios dos efeitos locais, decorrentes de acidentes botrópicos, principalmente para a redução da mionecrose, regulação do processo inflamatório e melhora da qualidade da regeneração do tecido muscular esquelético, após injúria.