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Avaliação das vias insulínica e inflamatória em tecido muscular esquelético de ratos adultos, proles de ratas com lesão endo-periodontal verdadeira

Processo: 19/27662-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2020
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2022
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia - Endodontia
Pesquisador responsável:Doris Hissako Sumida
Beneficiário:Bianca Elvira Belardi
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia (FOA). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araçatuba. Araçatuba , SP, Brasil
Assunto(s):Desenvolvimento fetal   Doenças periodontais   Periodontite periapical   Inflamação   Resistência à insulina   Endocrinologia   Músculos

Resumo

A programação fetal sugere que estímulos adversos quando aplicados durante o início do desenvolvimento fetal podem alterar o metabolismo da prole, aumentando o risco de doenças na sua vida adulta. Estudos demonstraram que tanto a doença periodontal (DP) quanto a Periodontite apical (PA) materna em ratas promovem resistência insulínica (RI) em sua prole adulta. Entretanto, estudos que investigaram os efeitos da lesão endo-periodontal (LEP) materna sobre a saúde da prole são escassos e, nestes casos, o impacto poderia ser ainda maior. Sabe-se que a polpa e o periodonto possuem um vínculo estreito, e que estão intimamente conectados por estruturas anatômicas como o forame apical, canais acessórios e túbulos dentinários, podendo interferir na saúde um do outro. A LEP verdadeira é um processo infecto inflamatório que se estende para o tecido pulpar e periodontal simultaneamente, cada um com sua origem. Além disto, estas patologias, avaliadas de formas isoladas, estão associadas com o aumento de fator de necrose tumoral-alfa (TNF-a) que pode estimular quinase do inibidor kappa B (IKK) e c-Jun aminoterminal quinase (JNK), as quais promovem a fosforilação do substrato do receptor de insulina 1 (IRS-1) em resíduos de serina, resultando na atenuação do sinal insulínico (SI), contribuindo com a RI na prole adulta. Nesse contexto, tornou-se fundamental investigar se a LEP verdadeira, pode promover resistência insulínica de maior grau em sua prole adulta. Em vista disso, o objetivo deste estudo será avaliar em ratas mães com LEP: 1) marcadores ósseos como a fosfatase ácida resistente ao tartarato (TRAP) e Osteocalcina (OCN) no local das lesões maternas. Ademais, os objetivos deste estudo serão avaliar em ratos adultos, proles de ratas com LEP: 1) glicemia e insulinemia; 2) via insulínica; 3) via inflamatória no músculo gastrocnêmio (MG). Para tanto, as 28 ratas Wistar (2 meses de idade) serão distribuídas em 4 grupos: 1) ratas controle; 2) ratas com uma PA induzida no primeiro molar superior direito; 3) ratas com uma DP induzida no segundo molar superior direito; 4) ratas com LEP, no qual a DP será induzida no segundo molar superior direito, e a PA no primeiro molar superior direito. A PA será induzida por meio da exposição do tecido pulpar ao meio bucal, empregando-se broca em aço carbono dotada de esfera de 0,1 mm na extremidade. A DP será induzida por meio de ligadura com fio de seda estéril. Após 30 dias da indução das inflamações bucais, as ratas de todos os grupos serão colocadas para acasalamento com ratos saudáveis. Após os desmame, as ratas mães serão sacrificadas e serão coletadas as hemimaxilas (do lado direito) para realização do seguinte experimento: 1) avaliação de marcadores ósseos como a fosfatase ácida resistente ao tartarato (TRAP) e Osteocalcina (OCN) no local das lesões maternas por meio da técnica de Imunoistoquímica. Quando os filhotes machos de todas as ratas completarem 75 dias de idade, realizar-se-ão os seguintes experimentos: 1) dosagem de glicemia e insulinemia, seguido pelo cálculo do Modelo de Avaliação da Homeostase da Resistência à Insulina (HOMA-IR); 2) conteúdo total de TNF-a em MG; 3) avaliação do grau de fosforilação em tirosina da pp185, do grau de fosforilação em serina do IRS-1 em MG; 4) avaliação do grau de fosforilação de IKKa/b e JNK no MG pelo método de Western blotting. A análise estatística será feita por análise de variância, seguida pelo teste de Tukey. As análises de imunoistoquímicas serão feitas pelo teste estatístico não paramétrico de Kruskal Wallis. (p<0,05). (AU)