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Influência da exposição in utero a ondansetrona: efeitos teratogênicos e repercussão tardia em parâmetros reprodutivos e comportamentais em ratos machos

Processo: 20/08745-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2020
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2022
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Toxicologia
Pesquisador responsável:Arielle Cristina Arena
Beneficiário:Ana Carolina Casali Reis
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Toxicologia reprodutiva   Sinais e sintomas   Hiperêmese gravídica   Gravidez   Qualidade de vida   Ondansetron

Resumo

Os sintomas de náuseas e vômitos na gestação (NVG) são uma condição clinicamente significante, capaz de afetar mais de 80% das mulheres grávidas, interferindo com a qualidade de vida, e podendo levar a impactos psicossociais. A ondansetrona é um antagonista altamente seletivo do receptor de serotonina 5HT-3, utilizado na prevenção e tratamento de náuseas e vômitos em geral, induzidos por quimioterapia, radioterapia e pós-operatórios. Embora seja considerada uma droga de categoria B, contraindicada para mulheres grávidas sem orientação, a ondansetrona é amplamente utilizada para alívio de NVG. Poucos dados avaliando o uso desse medicamento durante a gestação estão disponíveis na literatura. Estudos reportam que receptores 5HT-3, alvo desse medicamento, podem estar envolvidos nos processos de inibição ou estimulação da liberação de neurotransmissores, acarretando alterações nos níveis dos mesmos, e interferindo no desenvolvimento cerebral, podendo causar consequências funcionais e estruturais no processo de diferenciação sexual hipotalâmica. Como o período de maior sintomatologia da NVG (primeiro trimestre de gestação) corresponde ao período da organogênese, esse estudo busca elucidar questões a respeito do possível caráter teratogênico, assim como, avaliar os impactos tardios da ondansetrona em parâmetros reprodutivos e comportamentais na prole masculina após exposição intrauterina. Para tanto, ratas Wistar com diagnóstico de prenhez serão alocadas em três grupos (n=20/grupo), sendo um grupo controle (água destilada) e dois grupos tratados com ondansetrona (1,7 ou 2,5 mg/kg/dia, via oral). Metade dos animais (n=10/grupo) será exposta ao medicamento do 6° ao 15° dia gestacional (período da organogênese), e a outra metade será exposta durante todo o período gestacional, abrangendo o primeiro pico de testosterona, essencial para o processo de diferenciação sexual hipotalâmica. (AU)