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Uso da sílica nanoestruturada SBA-15 como adjuvante de vacina oral para controle de Mycoplasma hyopmeunoniae na produção de suínos

Processo: 20/05198-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2020
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2023
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Medicina Veterinária Preventiva
Pesquisador responsável:Luís Guilherme de Oliveira
Beneficiário:Gabriel Yuri Storino
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Jaboticabal. Jaboticabal , SP, Brasil
Assunto(s):Imunologia veterinária   Doenças respiratórias   Vacinas   Mycoplasma hyopneumoniae   Pneumonia suína micoplasmática   Suínos   Sílica mesoporosa

Resumo

Mycoplasma hyopneumoniae é o agente primário da Pneumonia Enzoótica Suína, que é uma doença respiratória crônica de elevada prevalência na produção comercial. A enfermidade promove impacto direto sobre a produtividade, além de elevar os custos associados ao tratamento. Apesar da existência de vacinas comerciais contra o patógeno, o controle desta bactéria é difícil, uma vez que a vacina não impede a colonização e excreção do agente. Desta forma, o presente estudo tem como objetivo avaliar o uso de uma vacina de administração oral, composta por antígenos específicos extraídos de Mycoplasma hyopneumoniae e incorporados à sílica mesoporosa ordenada tipo SBA-15, que possui função adjuvante, visando potencializar a ação da vacina intramuscular comercial em ambiente de produção conhecidamente positiva para o patógeno. A vacina oral será administrada em leitões nascidos de fêmeas nulíparas, com o propósito de promover um incremento na resposta imune contra o patógeno a partir do estímulo do tecido linfoide associado às mucosas (MALT), com início na mucosa intestinal. Serão utilizados 48 leitões divididos em 4 grupos (n=12), os quais receberão diferentes protocolos de imunização. O Grupo 1 (G1) receberá uma dose de vacina oral juntamente com a vacina comercial de dose única, no 24º dia de vida; o Grupo 2 (G2) receberá a vacina oral no terceiro dia de vida e a vacina comercial no 24º dia; o Grupo 3 (G3) receberá apenas a vacina comercial, simulando a condição natural da granja no 24º dia; Grupo 4 (G4) receberá apenas o carreador-adjuvante da vacina oral, não associado ao antígeno, juntamente com vacina comercial, ambos no 24º dia. No primeiro dia, os indivíduos serão pesados e a partir do 3º dia submetidos à colheitas de sangue para o monitoramento do anticorpos séricos anti-Mycoplasma hyopneumoniae, bem como suabes nasais para o monitoramento de IgA por ELISA e da excreção do agente por qPCR. As colheitas de amostras biológicas serão realizadas semanalmente até o 73º dia a partir do terceiro dia de vida. Nas datas de colheita também serão aferidos os índices de tosse e espirro de cada grupo. Ao final da terminação, os indivíduos com idade de 140 dias serão novamente pesados para cálculo do ganho de peso. Ao abate, cada pulmão será avaliado individualmente quanto à presença de lesões e serão coletados fragmentos representativos tanto para a detecção e estimativa de carga bacteriana por qPCR, quanto para avaliação histopatológica. Também será coletado o lavado traqueobrônquico, o qual será submetido aos testes de qPCR e ELISA. Títulos de anticorpos anti-Mhyo e as estimativas de carga bacteriana obtidos no ELISA e qPCR, respectivamente, bem como peso corporal, serão submetidos a avaliação dos pressupostos de normalidade e homocedasticidade pelos testes de Shapiro-Wilk e Bartlett, previamente à realização de testes estatísticos paramétricos (Tukey, Test T simples e pareado). Em caso de não adequação aos pressupostos os dados serão submetidos a análises não-paramétricas. Para as análises de correlação entre as diversas variáveis obtidas, como, títulos de anticorpo, estimativa da carga bacteriana nas amostras biológicas, peso corporal dos indivíduos e grau de lesão pulmonar serão propostos os modelos, cujos resíduos serão submetidos aos testes para a avaliação dos pressupostos e a análise de correlação mais adequada será empregada, podendo ser paramétrica (Teste de correlação de Pearson, Analise de regressão) ou não-paramétrica (Testes de correlação de Spearman e Kendall). (AU)