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Estabelecimento de linhagem celular suína transgênica com potencial de escape imunológico para xenotransplante em humanos

Processo: 20/11523-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2020
Vigência (Término): 30 de setembro de 2022
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Humana e Médica
Pesquisador responsável:Mayana Zatz
Beneficiário:Lylyan Fragoso Pimentel
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Empresa:Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Medicina (FM)
CNAE: Atividades de atenção à saúde humana não especificadas anteriormente
CNAE: Atividades de atenção à saúde humana não especificadas anteriormente
Vinculado ao auxílio:18/14275-5 - Produção nacional de suínos geneticamente modificados voltados para o xenotransplante de órgãos em humanos, AP.PITE
Assunto(s):Transgenes   Transplante heterólogo   Linhagem celular   Suínos   Animais geneticamente modificados   Edição de RNA   Sequências repetitivas dispersas   Fases de leitura aberta   Células endoteliais   Aorta

Resumo

O xenotransplante vem alcançando grandes progressos nos últimos anos, sobretudo após o aperfeiçoamento das tecnologias de manipulação gênica. Nesse contexto, a utilização de porcinos como fonte doadora de órgãos tem ganhado destaque devido às vantagens reprodutivas e às semelhanças anatômicas e fisiológicas com primatas. Entretanto, apesar dos benefícios propiciados pelo modelo suíno, o transplante de órgãos para humanos enfrenta complexas barreiras imunológicas. Esse cenário é composto por cascatas de resposta imune inata e adaptativa, somadas a disfunções da coagulação e processos inflamatórios que, em diferentes níveis, envolvem o recrutamento de anticorpos naturais, ativação de linfócitos T, células NK e macrófagos. Dentre os fatores que sinalizam nas vias de rejeição do órgão, destacam-se o PDL1 e o CD47, atuantes na regulação da resposta imune celular, o CD46, modulador do sistema complemento, a HO-1 e a TBM, proteínas envolvidas nos processos de inflamação e coagulação. Ensaios in vitro e in vivo demonstraram que a expressão transgênica desses genes humanos em porcos conferiu menor imunogenicidade e maior proteção imunológica aos órgãos transplantados. Com o uso do sistema de eletroporação Neon, o presente trabalho irá transfectar vetores do transposon piggyBac contendo as ORFs dos genes humanos supracitados em células primárias endoteliais da aorta suína editadas com nocaute dos genes GGTA1, BGalNT2 e CMAH. A confirmação dos knock-ins bem como a análise da expressão e a seleção das células editadas serão realizadas por sequenciamento do genoma, citometria de fluxo, RT-qPCR e Western Blotting. Assim, espera-se estabelecer uma linhagem celular com características de um potencial modelo capaz de superar as principais barreiras imunes que inviabilizam o xenotransplante. (AU)