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Bases científicas para a eliminação da malária residual na Amazônia brasileira

Processo: 20/12811-7
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Programa Jornalismo Científico
Vigência (Início): 01 de novembro de 2020
Vigência (Término): 31 de outubro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Protozoologia de Parasitos
Pesquisador responsável:Marcelo Urbano Ferreira
Beneficiário:Bárbara Prado da Conceição Silva
Instituição Sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa: Ministério da Saúde (Brasil). Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Brasil  
Vinculado ao auxílio:16/18740-9 - Bases científicas para a eliminação da malária residual na Amazônia Brasileira, AP.TEM
Assunto(s):Amazônia   Divulgação científica   Epidemiologia   Malária   Plasmodium falciparum
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Amazonia | Divulgação Científica | Epidemiologia | malária | Plasmodium vivax | Protozoologia Humana

Resumo

Com 143.910 casos confirmados laboratorialmente e 41 óbitos associados à malária em 2014, o Brasil apresenta hoje a menor carga de malária em 35 anos, com transmissão virtualmente restrita à Amazônia Legal. Neste contexto, o Ministério da Saúde do Brasil lançou, em novembro de 2015, o Plano para a Eliminação da Malária no Brasil, com o objetivo de curto prazo de interromper a transmissão de Plasmodium falciparum nos próximos 15 anos. A natureza focal da malária no país indica que a sua eliminação depende da priorização de um pequeno número de focos de transmissão. Combinamos neste projeto abordagens epidemiológicas clássicas, que visam a caracterizar fatores de risco e identificar possíveis alvos para intervenção, com estudos de genética e genômica populacional de parasitas e de biologia e controle de vetores, com o objetivo de contribuir para a elaboração de estratégias mais eficazes para o controle e a eliminação da malária no Brasil. Esse estudo é complementado com modelagem matemática de diferentes cenários de eliminação da malária no país. As atividades de campo concentram-se no Vale do Juruá, que concentra 20% dos casos de malária registrados no Brasil. Abordamos dois desafios principais: (a) a persistência de infecções assintomáticas, que frequentemente apresentam carga parasitária abaixo do limiar de detecção dos exames diagnósticos disponíveis, formando um reservatório de infecção invisível ao sistema de saúde, e (b) a manutenção de altas densidades de vetores, especialmente em função do surgimento de novos criadouros artificiais resultantes da ação humana sobre o ambiente. (AU)

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