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Atividade de submesoescala associada ao Ciclone do Cabo de São Tomé: um estudo numérico

Processo: 20/04124-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2020
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2022
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Oceanografia - Oceanografia Física
Pesquisador responsável:Ilson Carlos Almeida da SIlveira
Beneficiário:Caique Dias Luko
Instituição-sede: Instituto Oceanográfico (IO). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Corrente do Brasil   Tempestades ciclônicas   Cisalhamento   Cabo Frio (RJ)

Resumo

A Corrente do Brasil (CB) é a corrente de contorno oeste que fecha o Giro Subtropical do Atlântico Sul. Entre 22æS e 23æS, a CB forma grandes meandros ciclônicos, em particular, ao largo de Cabo Frio e do Cabo de São Tomé. O sistema de alto cisalhamento vertical, formado pela CB e pelo escoamento subjacente para norte da Corrente de Contorno Intermediária (CCI) são responsáveis por formar, nesta região, instabilidades baroclínicas que geram estes grandes meandros. Eventualmente, estes ciclones são capazes de advectar massa e volume da plataforma continental para regiões mais oceânicas e de induzir ressurgência local, alterando a dinâmica biogeoquímica local. Porém, apesar destes processos de mesoescala assumirem esta importância para os processos biogeoquímicos regionais, as velocidades verticais típicas de mesoescala são uma ordem de grandeza menores do que as velocidades verticais típicas de processos de submesoescala (escala que está no limiar entre os movimentos tridimensionais de pequena escala e os movimentos horizontalmente isotrópicos e hidrostáticos da dinâmica quase-geostrófica). Estes movimentos de submesoescala são considerados mais importantes para processos biogeoquímicos locais. Devido a tal importância, este trabalho tem como objetivo apresentar uma primeira descrição da atividade de submesoescala que é desenvolvida no Ciclone do Cabo de São Tomé. O intento é caracterizar e descrever os processos hidrodinâmicos de submesoescala, tais quais vórtices de borda e filamentos, que podem afetar a dinâmica biogeoquímica regional. Para tal, uma simulação de modelo hidrodinâmico regional, com resolução horizontal capaz de resolver processos de submesoescala (entre 500 m e 2km) será construído com o intuito de simular um evento de formação do Ciclone do Cabo de São Tomé observado em Dezembro de 2019 durante o cruzeiro oceanográfico Ilhas 3 (FAPESP Proc. 2015/21729-4). Com esta simulação os processos de submesoescala, feições e instabilidades de submesoescala desenvolvidas no ciclone serão investigadas e descritas. (AU)