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Gravidez após câncer e quimioterapia: efeitos transgeracionais

Processo: 20/14248-8
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 08 de março de 2021
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2022
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Maria Cristina Cintra Gomes Marcondes
Beneficiário:Natália Miyaguti Angelo da Silva
Supervisor no Exterior: Jochen Springer
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Local de pesquisa : Charité - Universitätsmedizin Berlin, Alemanha  
Vinculado à bolsa:19/13937-7 - Nutrição e câncer. estudo dos aspectos moleculares, proteômicos e metabolômicos em modelo experimental de caquexia, BP.PD
Assunto(s):Nutrição e câncer   Neoplasias

Resumo

O câncer é uma doença que afeta em torno de 5% das mulheres com menos de 50 anos. Na Europa, mulheres entre 20 a 49 anos tiveram um aumento no número de câncer de cólon, aumento especialmente relacionado à obesidade. Recentemente, com o aumento da sobrevida dos pacientes com câncer foi aberta uma maior possibilidade de gestações após o tratamento do câncer. Agentes quimioterápicos são um dos principais tratamentos utilizados para o câncer e apresenta alguns problemas relacionados a infertilidade e alterações epigenéticas que devem serem estudas na relação gravidez após a quimioterapia. O uso de doxorubicina (DXR) como agente quimioterápico já vem sido relacionado ao aumento dos riscos a danos no músculo esquelético, assim como efeitos cardiotóxicos. Já em relação a prole de mães que foram tratadas previamente com agentes quimioterápicos os estudos são escassos, já foram relatadas alterações epigenéticas, morte neonatal, malformações físicas, aberrações cromossomais na prole. Uma vez que o câncer e o tratamento quimioterápico vêm sido novos problemas enfrentados por um número crescente de mulheres antes de engravidarem e com a falta de estudos nas consequências desse tratamento à prole futura, o presente projeto visa caracterizar as alterações fenotípicas relacionadas ao coração e músculo esquelético nas gerações F1 e F2 de camundongos que tiveram previamente câncer de colón (geração F0) e tratamento com DXR antes da cruza. Também serão avaliadas as possíveis alterações epigenéticas transgeracionais relacionadas com essas mudanças. Para esse propósito será utilizado modelo animal de câncer de colón (tumor de colón C26) e tratamento com doxorubicina. Técnicas clássicas de avaliação de composição corpórea e de danos musculares esquelético e cardíaco, como DEXA, grip strenth e ecocardiograma, serão empregadas. Técnicas de epigenético, como pirosequenciamento, também será aplicada no projeto, assim como técnicas de alta tecnologia e recentes, como MALDI-Imaging e OROBOROS, para avaliar expressão diferencial de proteínas por localização no tecido e disfunção mitocondrial.