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Integração de genômica de populações e modelagem biofísica de dispersão por correntes oceânicas para inferência da conectividade de árvores de mangue do litoral brasileiro

Processo: 20/07967-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2020
Vigência (Término): 31 de julho de 2022
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Vegetal
Pesquisador responsável:Gustavo Maruyama Mori
Beneficiário:Andre Guilherme Madeira
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB-CLP). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus Experimental do Litoral Paulista. São Vicente , SP, Brasil
Assunto(s):Ecologia molecular   Biologia evolutiva   Correntes oceânicas   Manguezais   Rhizophora   Micropropagação vegetal

Resumo

A dispersão é um mecanismo crucial para os seres vivos, pois permite que eles alcancem novos recursos e que populações e espécies explorem novas condições ambientais. Contudo, descrever mecanismos de dispersão de algumas espécies que podem se deslocar por milhares de quilômetros pode ser muito custoso ou mesmo inviável, como no caso dos propágulos de árvores mangue. A dispersão e distribuição dessas árvores tem sido estudada no mundo todo por meio de dados genéticos, e a influência das correntes oceânicas no deslocamento dos propágulos tem sido cada vez mais evidente. Entretanto, poucos trabalhos relacionam diretamente os padrões de distribuição das populações com a dispersão por correntes oceânicas de modo integrado. Nesse trabalho, nosso objetivo é avaliar o papel das correntes oceânicas na dispersão e na conectividade de Rhizophora mangle ao longo da costa brasileira. Testaremos a hipótese nula, com ausência de estruturação populacional, bem como hipóteses que consideram isolamento por distância ou por oceanografia considerando diferentes contribuições do movimento dos propágulos e do recrutamento. Descreveremos a estrutura genética e inferiremos taxas de fluxo gênico entre populações utilizando dados genômicos de plantas provenientes de dez localidades ao longo da costa brasileira. Adicionalmente, simularemos o deslocamento de propágulos entre as populações através de modelos biofísicos de correntes oceânicas, respeitando a morfologia dos propágulos da espécie e a fenologia reprodutiva ao longo da costa. Avaliaremos os efeitos geográficos e oceanográficos nos padrões de variação genética neutra utilizando análise de redundância baseada em distância e análise de redes. Esses resultados serão relevantes para explicar a distribuição atual e futura dessas populações frente às mudanças climáticas, sendo relevantes, portanto, para guiar os esforços de conservação. (AU)

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