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Atividade antimicrobiana e potenciais efeitos tóxicos em microalgas de água doce expostas a miconanopartículas de dióxido de titânio

Processo: 20/12323-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2021
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2021
Área do conhecimento:Interdisciplinar
Pesquisador responsável:Cristiane Angélica Ottoni
Beneficiário:Carolina Assis da Silva
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB-CLP). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus Experimental do Litoral Paulista. São Vicente , SP, Brasil
Assunto(s):Microbiologia aplicada   Materiais nanoestruturados   Anti-infecciosos   Impactos ambientais   Dióxido de titânio   Microalgas   Teste de biocompatibilidade   Espectrofotometria   Microscopia eletrônica de transmissão   Difração por raios X

Resumo

O dióxido de titânio possui capacidade de reflexão e absorção de UVA/UVB e tolerância adequada à pele humana. Devido à estas características, os filtros solares inorgânicos possuem em sua complexa composição nanopartículas de dióxido de titânio (TiO2NP). Este nanomaterial metálico (NM) é produzido em escala industrial por vias físico-químicas. Contudo, a necessidade de desenvolver novas abordagens para a síntese deste NM é eminente, uma vez que, os métodos utilizados produzem um grande volume de resíduos tóxicos e os NM obtidos possuem elevado índice de compostos tóxicos aderidos em sua superfície. Diante desta demanda, a nanotecnologia verde tem dentre muitos objetivos reduzir a presença de resíduos gerados ao longo da síntese, implementar processos sustentáveis e ampliar a biocompatibilidade destes compostos. Diferentes organismos são propostos neste tipo de abordagem, contudo os fungos filamentosos são os mais promissores. Neste contexto, o presente trabalho tem como objetivo estudar atividade antimicrobiana de duas mico-marinho TiO2NP, presentes em suspensão e encapsuladas em alginato e, também, avaliar potenciais efeitos tóxicos destes nanomateriais em uma microalga dulcícula. As TiO2NP, serão caracterizadas por espectrofotometria UV-vis, 'Dynamic Light Scattering' (DLS), Potencial zeta (Pz), Índice de polidispersão, Difração de raios X (DRX) e Microscopia Eletrônica de Transmissão (TEM). A atividade antimicrobiana será avaliada por concentração mínima inibitória utilizando as bactérias patogênicas Escherichia coli, Klebsiella pneumoniae, Pseudomonas aeroginosa e Staphylococcus aureus. A microalga Chrorella vulgaris será utilizada para estudos de densidade e viabilidade celular. Visto isso, a possibilidade da substituição de TiO2NP sintéticas por biológicas, origem fúngica, representa ser uma alternativa promissora e que atende a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável nos Objetivos (12) assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis e (13) Tomar medidas urgentes para combater a mudança do clima e seus impactos.