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O nascimento da justiça: uma análise sobre a razão comparativa no Segundo Discurso de Rousseau

Processo: 20/04674-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2020
Vigência (Término): 30 de novembro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - História da Filosofia
Pesquisador responsável:Ricardo Monteagudo
Beneficiário:Gabriel Von Prata Lazaro
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Marília. Marília , SP, Brasil
Assunto(s):Comparação   Justiça   Moral   Razão   Jean-Jacques Rousseau

Resumo

O trabalho em questão tem por objetivo analisar até que ponto a capacidade de comparar é necessária para a compreensão do conceito de justiça no Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens de Rousseau. Para tal, analisa-se a constituição do ser humano natural, proposta na mesma obra, o qual não considera o ser humano nem bom, tampouco mau, notadamente, ele não possui a moralidade, justamente por não possuir a necessidade de se utilizar a razão e instrumentos autorreflexivos presentes em potência no ser humano em estado de natureza. Rousseau argumenta que estas e outras características são apenas atualizadas na sociedade, uma vez que ele as considera em potência. Para ele, uma vez socializado, o ser humano nunca mais voltará ao estado natural novamente, devido justamente à aparição e à contínua atualização destas qualidades transformadas pela perfectibilidade. Então, percebe-se que há dois momentos que constituem o ser humano para Rousseau. De um lado, o ser humano que não conhece nem o que é justo ou injusto, que corresponde ao ser humano em estado de natureza; de outro lado, há o ser humano que julga, calcula, e , sobretudo, como possui capacidades morais, pode determinar algo que é justo ou injusto. Busca-se, assim, à justificativa de Rousseau, compreender, a partir destas qualidades em potência - acerca das mudanças na formação psicológica do ser humano -, a relação entre razão e justiça.