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Proteína RuvB-like 1: a potencial metilação de argininas e sua relevância biológica em Leishmania braziliensis

Processo: 20/14059-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2021
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Protozoologia de Parasitos
Pesquisador responsável:Angela Kaysel Cruz
Beneficiário:Mariana Loterio Silva
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:18/14398-0 - Centro Reino-Unido-Brasil para o Estudo da Leishmaniose (JCPiL), AP.TEM
Assunto(s):Protozoologia   Leishmania braziliensis   Metilação   Arginina   RNA mensageiro   Mutagênese

Resumo

Os números elevados de casos de leishmaniose no mundo motivam o estudo do parasita causador desta doença. Além disso, a Leishmania possui características ímpares quanto à organização genética e à regulação da expressão gênica, que ocorre, principalmente em nível pós-transcricional. De forma que esse organismo, para regular a expressão de seus genes, depende de forma marcante dos processos que envolvem as proteínas ligantes de RNA (também conhecidas como RBPs), que atuam modificando a estabilidade de mRNAs, sua distribuição celular ou a taxa de iniciação de tradução. A interação dessas proteínas com o RNA pode variar a depender de sua abundância e de outros fatores, como modificações pós-traducionais (PTM). Entre essas modificações está a metilação de argininas, catalisada por proteínas denominadas PRMTs (arginina metiltransferases). Em trabalho anterior no laboratório a proteína RuvB-like 1 foi identificada como sendo um possível alvo de uma dessas PRMTs de Leishmania braziliensis (LbrPRMT5). Com isso, os objetivos deste trabalho são investigar se os resíduos de arginina da RuvB-like sofrem metilação, analisando o efeito desta sobre a estabilidade da proteína e sua localização subcelular, o que será feito nos três estágios principais do parasito, ou seja, promastigota procíclico, metacíclico e amastigota. Para isso, serão utilizadas linhagens selvagem e PRMT5 nocaute com a RuvB-like etiquetada com myc (mycRuvB), bem como células que mimetizam uma situação de hipo e hipermetilação destas argininas em mycRuvB, a serem geradas por mutagênese sítio dirigida. Os diferentes transfectantes com as mycRuvB serão utilizados para identificar as proteínas que interagem com RuvB-like metilada ou não.