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No he sido ni soy un misógino: antifeminismos nas revistas ilustradas humorísticas PBT e O Malho (Argentina e Brasil, 1904-1918)

Processo: 20/05001-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2021
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2022
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História da América
Pesquisador responsável:Stella Maris Scatena Franco
Beneficiário:Thaís Batista Rosa Moreira
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Direitos da mulher   Estudos de gênero   Igualdade de gênero   Humor   Mulheres   América Latina

Resumo

O início do século XX foi marcado pela ação de diversos movimentos sociais em diferentes contextos e espaços. O tema dos direitos das mulheres e o sufrágio feminino, por sua vez, ganhou força nas vozes das suffragettes. A imprensa mundial narrava a atuação das militantes inglesas enquanto novos grupos e associações feministas e de mulheres começaram a se articular para reivindicar os direitos de igualdade. No Brasil, criou-se o Partido Republicano Feminino (PRF) em 1910, centrado na figura pública de Leolinda Daltro. Na Argentina, Elvira Rawson fundou em 1905 o Centro Feminista, e outras associações similares surgiram, como por exemplo o Comitê Pró-Sufrágio (1907). Além disso, em 1911 o deputado socialista argentino Alfredo Palacios apresentou o primeiro projeto de lei visando legalizar o voto feminino - o que no Brasil aconteceu em 1917, pela iniciativa do deputado Maurício de Lacerda. Essas crescentes mobilizações políticas em favor de ideais feministas despertaram diversas críticas na opinião pública, que se utilizou de diferentes abordagens para deslegitimar, ridicularizar e produzir desconfiança para com as mulheres e homens engajados(as) na luta pela emancipação do "bello sexo". Sendo assim, a proposta dessa pesquisa é analisar esses posicionamentos, caracterizados como antifeministas, especificamente veiculados entre 1904 e 1918 em revistas ilustradas humorísticas de grande tiragem nas cidades do Rio de Janeiro e de Buenos Aires. A perspectiva da história comparada é evocada para compreender as semelhanças e, principalmente, as particularidades dos antifeminismos em cada país. As caricaturas, crônicas e chistes presentes em edições das revistas PBT, argentina, e O Malho, brasileira, trouxeram de forma satírica o tema do feminismo e da busca por igualdade de direitos. Propomos, através dessas fontes, estudar os mecanismos discursivos presentes na abordagem do riso e da ironia, que, por sua vez, fomentaram a negação dos direitos políticos às mulheres. (AU)