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Diversidade e sistemática de ergasílideos parasitas de peixes do Rio Pardo, Médio Rio Paranapanema, São Paulo

Processo: 19/26831-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2021
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2024
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Recursos Pesqueiros e Engenharia de Pesca - Recursos Pesqueiros de Águas Interiores
Pesquisador responsável:Reinaldo José da Silva
Beneficiário:Rodrigo Bravin Narciso
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Copepoda   Filogenia   Taxonomia

Resumo

Os peixes são os vertebrados com os maiores números de associações parasito-hospedeiro, havendo associações com parasitos de diferentes filos, e até mesmo de diferentes reinos. Dentre os principais grupos de parasitos, os crustáceos se destacam com um dos mais diversificados, havendo estimativas de mais 5.000 espécies parasitas. No Brasil, Ergasilidae (Copepoda) é atualmente a maior família de crustáceos parasitas de peixes, com mais de 60 espécies e 18 gêneros. Embora pequenos, esses copópodes podem causar danos severos aos tecidos dos seus hospedeiros, o que pode levar em algumas situações a um aumento expressivo na taxa de mortalidade tanto de populações nativas quanto cultivadas. Apesar de sua importância, o conhecimento atual sobre os ergasilídeos parasitos de peixes ainda é muito escasso, visto que poucas espécies de peixes (menos de 10%) e localidades no Brasil já tiveram sua fauna de ergasilídeos avaliada. Tradicionalmente, o estudo de Ergasilidae é feito com base análises morfológicas, havendo poucos estudos que fizeram uso de dados moleculares para identificação de espécies ou para se propor hipóteses filogenéticas para o grupo. Desse modo, o presente trabalho tem como objetivo estudar, com base em dados morfológicos e moleculares, a diversidade e sistemática de ergasilídeos parasitos de 10 espécies de peixes (Astyanax paranae, Astyanax lacustris, Characidium schubarti, Galeocharax gulo, Gymnotus sylvius, Imparfinis mirini, Phalloceros harpagos, Pimelodella avanhandavae, Schizodon nasutus e Steindachnerina insculpta) coletados ao longo do Rio Pardo, Médio Paranapanema, São Paulo. Esse rio é componente da Bacia Hidrográfica do Rio Pardo (BHRP) e está inserido na Área de Proteção Ambiental (APA) Corumbataí-Botucatu-Tejupá que visa proteger os recursos naturais da região. Apesar de ser considerado um importante rio paulistano, os peixes do Rio Pardo nunca foram estudados no que diz respeito à sua fauna de crustáceos parasitas. Para esse estudo, serão realizadas análises morfológicas em conjunto com análises moleculares utilizando marcadores ribossomais (18S e 28S) e mitocondriais (COI). Os resultados obtidos durante a realização do projeto serão importantes para uma melhor compreensão da estrutura das comunidades, taxonomia, sistemática e filogenia de Ergasilidae nesse ambiente ainda pouco explorado do Médio Paranapanema.