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Análise da neuroproteção mediada por vesículas extracelulares derivadas de astrócitos

Processo: 20/08348-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2021
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Pesquisador responsável:Isaias Glezer
Beneficiário:André Maciel Preato
Instituição-sede: Instituto Nacional de Farmacologia (INFAR). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Estresse oxidativo   Vesículas extracelulares   Transdução de sinais   Astrócitos   D-aminoácido oxidase   Neuroproteção   Técnicas in vitro

Resumo

Os astrócitos são células gliais atuantes na neurotransmissão, plasticidade, e suporte aos neurônios. A astroglia restringe a excitação excessivas de neurônios glutamatérgicos por meio de proteínas transportadoras de aminoácidos excitatórios, como o L-glutamato, e confere proteção contra espécies reativas de oxigênio (ROS) através de mecanismos antioxidantes. Recentemente, tem sido demonstrado que astrócitos secretam vesículas extracelulares (EVs) que podem exercer efeitos neuroprotetores. Nesta proposta, visamos avaliar se astrócitos estimulados pela sobrecarga excessiva de glutamato, ou através da produção quimio-genética de peróxido de hidrogênio, secretam EVs que protegem os neurônios contra eventos associados à excitotoxicidade. Este fenômeno é provocado por altos níveis de glutamato na fenda sináptica, que culmina na ativação de receptores ionotrópicos de glutamato dos tipos N-metil- D-aspartato (NMDA) e ±-amino-3-hidroxi-5-metil-4-isoxazol-propiônico/cainato (AMPA/KA), que promovem alto influxo de cálcio e produção de ROS. O efeito das EVs provenientes do sobrenadante da cultura primária de astrócitos serão avaliadas em modelos de excitotoxicidade in vitro. Este mecanismo poderá ser relevante ao entendimento dos processos lesivos que ocorrem na isquemia cerebral e outros tipos de lesão aguda encefálica, onde além do núcleo necrótico, ocorre uma região periférica de penumbra caracterizada por defasada morte celular, passível de neuroproteção. Esse projeto poderá revelar a influência dos astrócitos no processo de lesão neuronal aguda através de uma via de comunicação celular alternativa que pode atuar à distância.