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Estudo do papel da proteína Nsp9 do SARS-CoV-2 no estresse oxidativo: nutracêuticos como uma abordagem terapêutica

Processo: 20/09527-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2021
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2024
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Bioquímica da Nutrição
Pesquisador responsável:Fernando Moreira Simabuco
Beneficiário:Luiz Guilherme Salvino da Silva
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Limeira , SP, Brasil
Assunto(s):Biologia molecular   Proteínas não estruturais virais   Fator 2 relacionado a NF-E2   Estresse oxidativo   Dimerização   Suplementos nutricionais   Apigenina   Betacoronavirus   SARS-CoV-2   COVID-19

Resumo

Um novo surto de doença pulmonar causada por um novo Coronavírus surgiu em Wuhan (capital da província de Hubei na China) em dezembro de 2019 e, desde então, se espalhou por diferentes partes do mundo, o que levou a Organização Mundial de Saúde a confirmar o surto como pandemia no dia 11 de março de 2020, batizando o novo vírus de SARS-CoV-2. O genoma do SARS-CoV-2 é composto por um RNA de sentido positivo de fita simples (+ ssRNA) de aproximadamente 30 kb que codifica quatro genes estruturais principais e duas poliproteínas que quando clivadas geram 16 proteínas não estruturais. A proteína não estrutural 9 do SARS-CoV (Nsp9SARS) é considerada de grande importância para a replicação e, recentemente, homólogos da proteína Nsp9 foram identificados em inúmeros coronavírus, incluindo SARS-Cov-2, dimerizando-se em solução através de um motif conservado ±-helicoidal 'GxxxG'. Evidências indicam que as proteínas Nsp9 são dimerizadas por pontes de dissulfeto e reagem ao balanço redox da célula hospedeira, possivelmente levando Nsp9 a detectar o estresse oxidativo ocasionado pela infecção do viral e a uma maior afinidade com RNA através da dimerização. Recentemente, como estratégia para co-tratamento dos sintomas críticos de infecções virais, muitos estudos tem se direcionado aos nutracêuticos, principalmente os antioxidantes naturais. As flavonas, um grupo dos flavonóides, já se demonstraram eficazes contra vírus de RNA e DNA. A apigenina em especial, se mostrou eficaz contra muitos vírus, incluindo os vírus herpes simplex tipo 1 e 2 e vírus da hepatite C. Além da apigenina, a N-acetil-cisteína (NAC) também tem mostrado efeitos positivos contra diversos tipos diferentes de vírus, o que demonstra a importância do balanço redox na célula hospedeira durante a infecção viral num geral. Tendo isso em vista, o presente projeto objetiva analisar o papel da proteína Nsp9 de SARS-CoV-2 e seu interactoma no estresse oxidativo, analisando a dimerização de Nsp9 e sua relação com o balanço redox. Além disso, pretende-se investigar a interação que essa dimerização exerce nas proteínas estabilizadoras do fluxo redox das células hospedeiras, analisando o papel da via de Nrf2 nesse contexto e propor antioxidantes nutracêuticos (como apigenina e NAC) como possíveis aliviadores desse tipo de estresse. (AU)

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