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Impactos do rejeito da mineração de Fe na bioacessibilidade oral de elementos potencialmente tóxicos: um estudo de caso sobre o maior desastre de mineração do mundo

Processo: 20/12823-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2021
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2023
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências
Pesquisador responsável:Tiago Osório Ferreira
Beneficiário:Alexys Giorgia Friol Boim
Instituição-sede: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil
Assunto(s):Geologia médica   Sistema gastrointestinal   Atenção à saúde   Hematita   Bioacessibilidade   Métodos de extração sequencial   Relatos de casos   Técnicas in vitro

Resumo

O rompimento da barragem do Fundão da empresa SAMARCO ocorreu em novembro de 2015, em Mariana, Minas Gerais, liberando aproximadamente 50 milhões de m³ de rejeito de minério de ferro (Fe) ao longo do Rio Doce sua foz, localizada em Regência, distrito de Linhares, no Espírito Santo. O rejeito é composto principalmente por óxidos de Fe que podem apresentar elementos potencialmente tóxicos (EPTs) oclusos ou retidos em superfície. Os óxidos de Fe são suscetíveis às alterações do potencial redox (Eh) que ocorrem nos ambientes estuarinos, podendo tornar os EPTs disponíveis para o ambiente e aos seres humanos. Métodos in-vitro de bioacessibilidade são utilizados para simular diferentes vias de exposição humana aos EPTs no solo. A bioacessibilidade oral refere-se a uma porção de um contaminante no solo que é solúvel no sistema gastrointestinal e disponível para transporte através da membrana celular. Com o objetivo de compreender a dinâmica dos óxidos de Fe sobre bioacessibilidade oral dos EPTs serão avaliadas amostras coletadas em 8 pontos distribuídos no estuário do Rio Doce em dois tempos, 2 e 6 anos após a chegada do rejeito em Regência. Tendo em vista que durante o processo de secagem no preparo das amostras ocorre a oxidação dos solos, levantamos a hipótese de que este procedimento poderá afetar a dinâmica da bioacessibilidade oral dos EPTs. Com base nisso, o teste in-vitro será realizado em três conjuntos de amostras (I) seco em estufa a 45°C e peneirado à 250 µm, conforme procedimento padrão; (II) seco em estufa à 45°C e peneirado à 2 mm; e (III) amostras úmidas, inalteradas após a coleta e mantidas sob refrigeração (< 4 °C). Além disso, será avaliada a influência da distribuição dos EPTs e Fe da fase sólida sobre a bioacessibilidade oral, por meio de análises de extração sequencial e mineralógicas, antes e após os testes in-vitro.