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Isolamento reprodutivo e divergências morfológicas entre ecótipos de Epidendrum fulgens (Orchidaceae)

Processo: 20/11853-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2021
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Botânica
Pesquisador responsável:Fábio Pinheiro
Beneficiário:Beatriz Lucas Arida
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Evolução   Isolamento reprodutivo   Restinga   Orchidaceae   Morfometria   Análise morfológica

Resumo

Populações de uma mesma espécie que ocorrem em ambientes contrastantes estão sujeitas a pressões de seleção natural divergentes devido às características ambientais distintas. Isso pode gerar uma diminuição do fluxo gênico entre elas, que pode levar ao desenvolvimento de barreiras reprodutivas, além de uma variação intraespecífica de atributos morfológicos, entre as populações. Este processo é chamado de especiação ecológica, e procede inicialmente por meio de uma fase ecotípica, e posteriormente, com a gradual evolução dos mecanismos de isolamento genético até a possível formação de uma nova espécie. Este projeto busca analisar a compatibilidade reprodutiva e a variação morfológica de flores entre quatro populações de Epidendrum fulgens (Orchidaceae), duas delas localizadas em área de restinga e duas em área de afloramentos rochosos, as quais estão geograficamente separadas das populações de restinga. Uma vez que as populações de E. fulgens de restinga e de afloramentos rochosos ocorrem em ambientes contrastantes e apresentam elevadas diferenças genéticas, representando dois ecótipos distintos, esperamos detectar entre elas maior diferenciação morfológica floral e evidências de isolamento reprodutivo. Para testar nossas hipóteses, iremos realizar experimentos de cruzamentos manuais entre indivíduos de E. fulgens das quatro populações mantidos em cultivo, a fim de detectar evidências de isolamento reprodutivo, além de análises de morfometria floral em indivíduos que serão coletados em campo, a fim de detectar padrões de diferenciação morfológica. Este projeto pretende ajudar a elucidar questões sobre os processos que atuam durante os estágios iniciais da especiação.

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa: