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Avaliação histopatológica de células da glia da substância branca e correlação com achados de neuroimagem de pacientes submetidos a tratamento cirúrgico de epilepsia em hospital terciário brasileiro

Processo: 20/12651-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2021
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica
Pesquisador responsável:Fábio Rogério
Beneficiário:Ingrid Carolina da Silva Cardoso
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/07559-3 - Instituto Brasileiro de Neurociência e Neurotecnologia - BRAINN, AP.CEPID
Assunto(s):Epilepsia   Imuno-histoquímica   Neuroimagem   Neuropatologia   Substância branca

Resumo

A epilepsia é uma doença neurológica comum e pode resultar de diversas condições patológicas. Aproximadamente 30% dos pacientes com epilepsia crônica são refratários a medicamentos, tornando-se candidatos a cirurgia, sendo que, nesses casos a esclerose hipocampal (EH) e a displasia cortical focal (DCF) são os achados neuropatológicos mais frequentes. As principais alterações histológicas presentes na EH são a perda segmentar de neurônios piramidais e astrogliose intensa associada. Em 2013, a Liga Internacional de Epilepsia (ILAE) propôs uma classificação neuropatológica da EH em categorias definidas de acordo com a perda neuronal e a reação astrocitária. Por sua vez, a displasia cortical focal (DCF) é uma malformação do desenvolvimento e apresenta amplo espectro de alterações morfológicas, compreendendo anormalidades citoarquiteturais corticais e na substância branca subjacente. Em 2011, a ILAE propôs uma classificação, na qual os tipos isolados de DCF (I e II) são distintos daquele associado com lesão epileptogênica principal (tipo III). Além disso, a repercussão de crises epilépticas crônicas na substância branca (SB) cerebral tem sido estudada, considerando-se diferentes tipos de lesões epileptogênicas. Neste contexto, estudos histopatológicos em espécimes de pacientes submetidos a cirurgia de epilepsia reportaram alterações na SB em casos de epilepsia de longa duração, por vezes associados com investigações de neuroimagem dos mesmos indivíduos. Todavia, apenas parte destes estudos buscaram associar dados histopatológicos específicos da população glial e as eventuais alterações de neuroimagem nas mesmas topografias. Estudos brasileiros com esta finalidade são escassos. No presente projeto, realizaremos análise histológica na SB de espécimes de pacientes operados por suspeita de EH e DCF, visando a população astrocitária e microglial. Ainda, obteremos dados de neuroimagem relacionados à SB da mesma região encefálica submetida à exérese cirúrgica. Nosso intuito é investigar relação entre os achados morfológicos histológicos e de imagem, relacioná-los com dados clínicos evolutivos e, eventualmente, contribuir com a compreensão da fisiopatologia subjacente às alterações identificadas na SB.