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Terras, trocas e consideração: a produção cotidiana do território

Processo: 20/11197-3
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 01 de outubro de 2020
Vigência (Término): 31 de março de 2021
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia - Antropologia Rural
Pesquisador responsável:Nashieli Cecilia Rangel Loera
Beneficiário:Nashieli Cecilia Rangel Loera
Anfitrião: Alain Supiot
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Local de pesquisa: Institut d’Etudes Avancées de Nantes, França  
Assunto(s):Assentamento rural   Campesinato   Direitos sociais   Movimentos sociais rurais   Pontal do Paranapanema (SP)

Resumo

A região rural do Pontal de Paranapanema, no estado de São Paulo é a que teve, no estado, nos últimos 35 anos, o maior número de terras distribuídas (assentamentos) a demandantes de terra participantes de movimentos sociais de trabalhadores rurais. Nesta região, um assentamento está intimamente vinculado a outro através de uma rede de parentes, amigos, conhecidos, e também de casas localizadas em pequenas cidades ou comunidades próximas, configurando assim um amplo território partilhado. Este projeto de pesquisa busca explorar sob uma perspectiva etnográfica, mecanismos sociais que fazem possível a vida em comum e a existência desses espaços mutuamente interconectados. Um destes mecanismos parece ser a constância de pedir e de trocar, uma prática que produz vizinhança e traduz cálculos precisos: um conhecimento particular daquilo que o outro precisa e o que meus interlocutores chamam de 'consideração', uma espécie de cuidado cotidiano em relação ao outro. Desta maneira, esta proposta se coloca por um lado, um desafio metodológico, o de capturar a natureza contingente das interações, relações que possibilitam vínculos mais ou menos duradouros, e a produção de um lugar e de temporalidades em comum. Por outro lado, se coloca um desafio teórico mais amplo, o de indagar acerca da mutua constituição de pessoas e territórios, e nesse emaranhando, a produção de direitos e demandas sociais. (AU)