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Poder e comércio: associação e conflito no período de emergência da economia política

Processo: 20/12605-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2021
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2023
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - História da Filosofia
Pesquisador responsável:Alberto Ribeiro Gonçalves de Barros
Beneficiário:Thiago Vargas Escobar Azevedo
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:18/19880-4 - Poder, conflito e liberdade: Espinosa e os percursos da Filosofia Política Moderna e Contemporânea acerca da democracia, AP.TEM
Bolsa(s) vinculada(s):22/01836-4 - Adam Smith e o legado da filosofia política moderna: poder, soberania e comércio, BE.EP.PD
Assunto(s):Conflitos   Democracia   Economia política   Sociedade civil

Resumo

Propondo realizar uma análise detida de três autores do século XVIII (Montesquieu, Rousseau e Smith) que concebem suas obras no período de emergência da economia política, este projeto visa investigar uma etapa crucial da modernidade: o momento em que sistemas filosóficos concorrentes propõem formas distintas para se pensar o objeto econômico em sua relação com os regimes políticos e como instrumento de resolução dos conflitos políticos e sociais. Em outras palavras, partindo de um recorte tópico e conceitual, buscaremos investigar as respostas desses autores para um triplo problema: 1) explorar, através de teorias sociais que visam redefinir a ligação entre o público e o privado, o caráter ao mesmo tempo associativo e dissociativo dos interesses particulares, problemática presente tanto nas teorias da harmonia espontânea ou natural (interesse público como resultado involuntário das paixões egoístas) quanto nas teorias da obrigação política (interesse público como composição ou como "comum" estabelecido pelos interesses privados); 2) repensar, a partir de uma filosofia moral forjada desde o início do século XVIII que requalifica o papel das condutas econômicas em proveito da boa arte de governar, a correlação de forças existentes entre o Estado, os indivíduos e a sociedade civil; 3) e refletir sobre o papel e o lugar que a discussão sobre os regimes políticos, sobretudo a democracia, adquirem face ao comércio, ao trabalho e à riqueza, noções a partir de então compreendidas como novas formas de exercício do poder e da justiça no interior da sociedade comercial.

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