| Processo: | 20/11563-0 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Programa Jornalismo Científico |
| Data de Início da vigência: | 01 de fevereiro de 2021 |
| Data de Término da vigência: | 31 de julho de 2021 |
| Área de conhecimento: | Interdisciplinar |
| Pesquisador responsável: | Carlos Alberto Vogt |
| Beneficiário: | Pablo Gomez Garcia |
| Instituição Sede: | Núcleo de Desenvolvimento da Criatividade (NUDECRI). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Crônica literária |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | crônica literária | disseminação científica | Ciências naturais e humanidades |
Resumo A institucionalização da pesquisa científica ocorrida no século XIX, após a revolução industrial, moldou as relações que existem hoje entre ciência, sociedade e tecnologia. Durante esse processo, os filósofos naturais se tornaram cientistas profissionais, os laços entre o conhecimento abstrato e o prático se estreitaram e ocorreu uma ruptura decisiva entre o mundo da ciência e o mundo das letras. Em apenas um século, as novas teorias e descobertas e, acima de tudo, os aparelhos modernos, mostraram um poder transformador implacável, capaz de introduzir profundas mudanças em nossa concepção do mundo natural e em nosso relacionamento com ele. Isso dividiu a sociedade em torno de duas posições claras e conflitantes: uma expressamente a favor da ciência e do progresso e a outra decididamente contra. Numa resposta coordenada em nível internacional, durante a segunda metade do século XX se criaram programas de Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS), com o objetivo de «alfabetizar» a população em ciência. Apesar do extenso trabalho realizado nos últimos cinquenta anos, os estudos mostram que, embora as pessoas entendam o impacto social e ambiental dos produtos de tecnologia em algum grau, a maioria delas ainda mantem ideias ingênuas sobre a ciência. Isso mostra que para uma educação completa e eficaz em conceitos essenciais, como «o que é ciência» ou «como o conhecimento científico é construído», a educação regulamentada não é suficiente. É necessária uma educação abrangente, através também da família, das relações pessoais, do cinema, da literatura, dos jornais, da rádio ou da televisão. Em outras palavras, o pensamento científico deve estar imerso na cultura num sentido amplo ou então não será popular.Este projeto visa contribuir para essa tarefa imensa que é a divulgação científica. Por um lado, busca superar a narrativa mecânica, muitas vezes construída pela própria comunidade científica, onde é oferecida uma ideia romântica do trabalho de pesquisa, para apresentar uma visão mais precisa e complexa do que é a ciência e como ela opera em nossos dias. E por outro lado, estimular, tanto aos cientistas quanto ao público geral, a busca de uma cosmovisão (do alemão Weltanschauung - Welt: «mundo» e anschauung: «concepção, observação») própria. Ter uma cosmovisão significa formar simultaneamente uma imagem do mundo e de si mesmo: saber o que é o mundo e saber o que você é. Isto, tomado como um processo de construção pessoal, não só gera cidadãos, mas também satisfaz a necessidade de «conhecimento» do ser humano e é uma ferramenta indispensável para contextualizar as informações fragmentadas que inundam nosso tempo. Nesse contexto, a literatura, alem de ser atraente, tem a capacidade de nos aproximar a conceitos difusos de uma maneira natural. Através de uma coleção de narrações, principalmente em forma de crônicas literárias, serão expostos temas relevantes na fronteira entre ciência, sociedade e tecnologia, com uma perspectiva humanística, e desde um contexto brasileiro projetado para o resto do mundo. | |
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