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Qualidade de sono, nível de atividade física e indicadores de saúde de policiais militares dos turnos diurno e rotativo

Processo: 20/14004-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2021
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2021
Área do conhecimento:Interdisciplinar
Pesquisador responsável:Daniel dos Santos
Beneficiário:Aline Cristina Ribeiro Savio
Instituição-sede: Pró-Reitoria Adjunta de Pesquisa e Pós-Graduação. Universidade de Franca (UNIFRAN). Franca , SP, Brasil
Assunto(s):Promoção da saúde   Atividade física   Polícia militar   Qualidade do sono   Registros médicos   Antropometria   Índice de massa corporal   Contagem de células sanguíneas

Resumo

O sono desempenha papel importante sobre inúmeras funções biológicas, sendo fundamental que os fatores como a duração e qualidade do mesmo sejam adequados para uma perfeita regulação do ciclo circadiano. Sabe-se que quando estes fatores são afetados, promovem consequências negativas para a saúde, levando ao surgimento de algumas doenças, como à obesidade, diabetes, doenças do coração, demência e depressão. Dentro deste contexto, o sedentarismo exerce forte influência na qualidade de vida, sobretudo no sono e em aspectos relacionados aos indicadores de saúde como o perfil lipídico. Neste sentido, diversos autores têm relatado que algumas atividades profissionais, como a de policiais militares, apresentam uma elevada jornada de trabalho, o que está associada a níveis de elevados de estresse, sedentarismo e má alimentação, comprometendo dessa maneira a qualidade do sono e predispondo para o surgimento de doenças crônicas degenerativas. O objetivo deste projeto de pesquisa será de avaliar a qualidade do sono, o nível de atividade física e os indicadores de saúde dos policiais militares do setor administrativo, que trabalham no período das 9 às 18h e do setor de 190 , que trabalham no turno 12h e descansam 24h. Serão avaliados no total: "Policiais Administrativos" ( N=88 ) e "Policiais Operacionais -Programa 190" ( N=100). Estes serão posteriormente divididos em quatro grupos: 1- (GPAI-n=44) - policiais administrativos-inaptos em relação à condição física , 2- (GPAB-n=44)- policiais administrativos - com boa condição física e 3- (GP190I- n=50) policiais que trabalham na rua-inaptos em relação a condição física, 4- (GP190B - n=50) policiais que trabalham na rua - com boa condição física. Será utilizado o resultado do teste de aptidão física (TAF 3) que estará disponível nos prontuários dos participantes para classificação da condição física dos participantes. A composição da amostra foi obtida através do cálculo amostral utilizando-se a ferramenta online 'Survey Monkey®'. Foram considerados os seguintes parâmetros estatísticos: o nível de confiança de 95% (z=1,96 ), o erro estatístico máximo de 5,0% e o tamanho da população a ser pesquisada. Nesta pesquisa serão avaliados: nível de atividade física e sono (Bodyguard 2, Firstbeat®) e medidas antropométricas (massa corporal ,estatura, índice de massa corporal, circunferência da cintura e percentual de gordura) e indicadores bioquímicos presente nos prontuários médicos (perfil lipídico, glicose, hemograma completo, TGO (Transaminase Glutâmico-Pirúvica ), TGP (Transaminase Glutâmico- Oxalacética) e Creatinina, bem como a anamnese referente ao histórico de doenças e uso de medicamentos. Espera-se com os resultados destas avaliações, entender a influência das diferentes rotinas de trabalho sobre as condições de saúde dos policiais militares e a partir daí propor estratégias não-farmacológicas como exercício físico e nutrição para a promoção de saúde dos participantes.