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A China e o lixo dos outros: o papel chinês nas relações de transferência transfronteiriça de resíduos recicláveis e as repercussões das limitações nas importações de resíduos plásticos (1990-2018)

Processo: 20/15862-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2021
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Ciência Política - Política Internacional
Pesquisador responsável:Fernanda Mello Sant Anna
Beneficiário:Luísa Leoni Terra
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (FCHS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Franca. Franca , SP, Brasil
Assunto(s):Ecologia política   Lixo   Plásticos   Materiais recicláveis   China

Resumo

Este projeto de pesquisa tem por objetivo analisar o posicionamento da China quanto a importação de resíduos plásticos entre 1990 a 2018 quando limitações foram impostas a essa dinâmica; e consequentemente às saídas encontradas pelos exportadores de resíduos a esse novo cenário global e as motivações que propiciaram essa mudança de política chinesa. Com a crescente popularização do plástico e da produção de bens não duráveis impulsionados pelo consumismo nos grandes centros, problemas agudos são postos em pauta, dado principalmente sua ampla variedade de utilização e modos de fabricação, bem como o baixo potencial de reutilização do material (em reflexo da necessidade de diferenciação no processo de reciclagem) e seu longo tempo de desintegração, a reciclagem não representa uma alternativa tão óbvia à questão, e o simples descarte na Natureza ou em aterros sanitários implica em problemas ainda maiores. Entretanto, esse dilema acaba também acarretando em novas perspectivas de comércio; visto como meio de baratear as matérias primas, a reciclagem é difundida na China na última década do século XX, a qual se torna a principal compradora dos resíduos globais, reproduzindo a dinâmica de intercâmbio ecologicamente desigual, importando resíduos e emissões - as externalidades da produção -, em uma lógica característica das relações do Norte e Sul Globais. A partir da segunda década do século XXI políticas ambientais mais rígidas começam a ganhar espaço mundialmente, em vista da escalada de conflitos e problemas climáticos, sendo acompanhada pela China. Assim, as novas preocupações ambientais esbarram no problema do lixo, em especial, do plástico, e visam criar meios de corrigi-lo localmente, sem, contudo, solucionar as dinâmicas desiguais internacionais que se apresentam.

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