Busca avançada
Ano de início
Entree

Estudo do impacto da glutaminase 2 no microambiente imune e no desenvolvimento de câncer de mama estrógeno-positivo

Processo: 20/11992-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2021
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2023
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Citologia e Biologia Celular
Pesquisador responsável:Sandra Martha Gomes Dias
Beneficiário:Ellen Nogueira Lima
Instituição-sede: Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (Brasil). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Neoplasias mamárias

Resumo

Linfócitos e macrófagos infiltrados no microambiente tumoral refletem a biologia do tumor e impactam em seu prognóstico. Entretanto, estes são desafiados com um microambiente hostil e, durante o processo de desenvolvimento tumoral, múltiplos mecanismos de supressão do sistema imune entram em ação, favorecendo o crescimento do tumor e ganho de malignidade. Em conjunto com os reguladores imunológicos negativos chamados immune checkpoints, a função dos linfócitos e macrófagos (além de outras células do sistema imune) também é impactada negativamente por uma variedade de metabolic checkpoints. Evidências recentes sugerem que a desregulação do metabolismo energético tumoral (com aumento de consumo de glicose e glutamina) desempenha um papel crucial na inibição da resposta imune antitumoral e, assim, na progressão e metástase; esta é uma área de pesquisa nova e de crescente interesse. Sabe-se que em um microambiente imunossupressor, linfócitos e macrófagos operam com uma desvantagem metabólica, uma vez que são submetidos a escassez de fontes de carbono cruciais (glicose e glutamina) e aumento de sinais inibitórios. Resultados recentes do nosso grupo, parcialmente publicados, mostraram que pacientes com tumores de mama com alta expressão de GLS2 apresentam pior prognóstico e células de câncer de mama com maior expressão de GLS2 proliferam, migram e invadem mais. Este grupo de tumores com alta expressão de GLS2 relacionados a pior sobrevida dos pacientes é enriquecido nos subtipos luminais e positivos para receptor de estrógeno, os quais representam a grande maioria dos tumores de mama. Além disto, curiosamente, pacientes com tumores com alta expressão de GLS2 tratados com terapia hormonal tem pior prognóstico que aqueles não tratados com este tipo de terapia. Estes e outros resultados preliminares sugerem um papel de GLS2 em resistência a estas terapias. Resultados preliminares de análise in silico indicam que tumores de mama com alta expressão de GLS2 apresentam ambiente imune com baixo infiltrado de linfócitos, com Th1 suprimido e uma alta resposta de macrófagos pró-tumorais alternativamente ativados M2. O objetivo deste projeto é entender o papel do metabolismo de glutamina via a enzima glutaminase GLS2 na relação de células tumorais de mama estrógeno positivas com a resistência a terapias hormonais e com o perfil de células do sistema imune infiltradas no microambiente e a progressão tumoral dependente desta interação. Uma compreensão aprofundada dos desafios metabólicos dentro no microambiente deste tipo tumoral, e seus impactos sobre a aptidão metabólica de células imune, pode contribuir para a descoberta de novas abordagens associadas a imunoterapia.