| Processo: | 20/11927-1 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2021 |
| Data de Término da vigência: | 30 de novembro de 2024 |
| Área de conhecimento: | Ciências Humanas - Antropologia |
| Pesquisador responsável: | Isadora Lins França |
| Beneficiário: | Francisco Paolo Vieira Miguel |
| Instituição Sede: | Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 21/10298-3 - Movimento em valsa: ativismo político de pessoas trans no sul de Moçambique em uma perspectiva comparada, BE.EP.PD |
| Assunto(s): | Etnologia Etnografia Ativismo político Movimentos sociais Pessoas transgênero LGBTQIA+ Sexualidade Região Sul Moçambique |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | África | Gênero | Lgbt | Moçambique | Movimento Social | Sexualidade | Etnologia |
Resumo A pesquisa pós-doutoral aqui proposta tem por objetivo geral investigar histórica e etnograficamente a emergência do movimento político-social de pessoas trans no Sul de Moçambique. Estou particularmente interessado em suas ações e estratégias narrativas de reivindicação de direitos e sua relação com a sociedade e o Estado moçambicanos. Além disso, interessa-me colocar em perspectiva tais aspectos e relações com outros cenários regionais e globais de ativismos de gênero e sexualidade. A hipótese a ser testada é a da existência concomitante, em Moçambique, de uma recente - e em construção - tentativa de revolução sexual agenciada pelo movimento trans, ao mesmo tempo em que o mesmo parte de e adere a valores tradicionais, como o sistema de gênero binário e hierárquico, a gerontocracia, e a insurgência não violenta contra o poder instituído. Em termos teóricos, a pesquisa busca interseccionar o que há de mais sofisticado internacionalmente em três corpos específicos de pesquisa antropológica: o dos estudos de gênero e sexualidade, o da etnologia africana e o da política. Em termos metodológicos, a pesquisa contará com levantamento bibliográfico em instituições acadêmicas e histórico-governamentais no Brasil, em Moçambique e no Canadá; entrevistas semiestruturadas com diversos moçambicanos envolvidos no tema, com particular foco para as pessoas trans; e observação participante com ativistas do movimento LGBT moçambicano e demais sujeitos que de alguma forma - ainda que hostil - relacionam-se com tal movimento. Espera-se que a presente pesquisa possa contribuir de forma inédita tanto para fazer emergirem as ex-colônias portuguesas em África na literatura científica internacional de estudos de gênero e sexualidade, quanto demonstrar uma especificidade propriamente moçambicana no que concerne ao fazer político do e sobre os corpos; algo particularmente relevante no crescente cenário de hostilidades conservadoras. (AU) | |
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