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Caracterização do anidrido de hematina como carreadora das drogas miltefosina e paromomicina: efeito leishmanicida in vitro

Processo: 20/13688-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de março de 2021
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2022
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Medicina Veterinária Preventiva
Pesquisador responsável:Marina Tiemi Shio
Beneficiário:Paloma Angela de Souza
Instituição-sede: Universidade de Santo Amaro (UNISA). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Protozoologia   Leishmania   Leishmaniose   Nanopartículas   Anidridos   Membrana celular   Linhagem celular   Fatores de necrose tumoral   Técnicas in vitro

Resumo

A utilização de nanopartículas para a entrega de drogas apresenta vantagens em relação a quimioterapia convencional, como a liberação da droga no sítio de infecção de maneira controlada e sustentada, minimizar o efeito sistêmico e diminuir a frequência de administração. A leishmaniose é uma doença negligenciada que se estende em quase todo o território brasileiro e é causada pelos protozoários do gênero Leishmania. Estes parasitos são transmitidos pelo flebotomíneos que injetam as formas promastigotas durante o repasto sanguíneo. Os parasitos são injetados pela saliva do vetor e são fagocitados por neutrófilos, células dendríticas e macrófagos. Intracelularmente, as promastigotas se diferenciam em amastigotas, formas replicativas dos parasitos. Os macrófagos produzem várias moléculas microbicida como o óxido nítrico (NO) e do Fator de Necrose Tumoral (TNF). No entanto, em macrófagos infectados a produção destes fatores anti-microbicidas são inibidos por diversos mecanismos.Com relação ao tratamento da leishmaniose, no Brasil, os fármacos de primeira escolha para o tratamento em humanos são o antimoniato de meglumina e estibogluconato de sódio, estes medicamentos são administrados via intramuscular ou endovenosa, podem causar reações adversas como a disfunção renal, hepática, pancreática ou cardíaca. Os medicamentos de segunda escolha são a anfotericina B, a pentamidina, a miltefosina e a paromomicina. A miltefosina foi incorporada na rede pública para o tratamento oral da leishmaniose cutânea e também é o único medicamento permitido para o tratamento de cães, que são os reservatórios do parasito. O tratamento da leishmaniose, ainda, é um desafio devido ao alto custo de medicamentos, alta dose de droga, incidência e prevalência de resistência aos medicamentos. Assim, há a necessidade da pesquisa por novos sistemas de entrega dos antibióticos, principalmente para o ambiente intracelular, que possa diminuir a dose do medicamento, melhorar a sua atividade em meios com diferentes pH e a permeabilidade à membrana celular. O presente projeto tem como objetivo avaliar a capacidade leishmanicida das drogas miltefosina e paromomicina incorporadas no anidrido de hematina em experimentos in vitro com linhagem celular de macrófagos infectados com o parasita, Leishmania amazonensis.